
Quim – Mais uma noite a confirmar porque é dos guarda-redes mais controversos da história do Benfica. Insegurança permanente e falta de capacidade de comunicação quase total, provocando uma insegurança visível em todos os elementos da defesa. Por exemplo Luisão, por várias vezes podia ter cortado lances na direcção de Quim com grande à vontade, e preferiu sempre mandar para fora. Sintomático…
Maxi Pereira – Noite muito complicada para o lateral uruguaio, quase sempre em desvantagem tendo pela frente normalmente dois jogadores: Barbosa e Bruno Ribeiro. Sempre desapoiado, não impediu que o seu flanco fosse uma autêntica auto-estrada para o adversário. No ataque apesar de tudo esteve um pouco melhor, mas bem longe do nível exibido nas últimas partidas.
Luisão – Uma das piores exibições da época do capitão, prejudicado por estar a comandar um sector defensivo quase sempre a arder, fruto de descompensações demasiado gritantes a meio-campo. Apesar de ter sido com alguma distância o melhor dos quatro defesas, não fez uma exibição de que se queira recordar mais tarde, certamente.
David Luiz – Começa a ser complicado perceber como é que tanto talento e poder físico juntos conseguem de vez em quando redundar numa exibição tão fraca. Excessivamente confiante a atacar a bola, displicente no passe e nos timings de entrada, David Luiz foi sem grandes dúvidas a pior exibição da noite. Intranquilizou-se com o auto-golo, e partiu para uma exibição confrangedora. Está num mau momento de forma… já com o Vitória de Guimarães tinha sido a principal fonte de perigo do adversário.
Fábio Coentrão – Esteve longe de ser dos piores, mas esteve bastantes furos abaixo das exibições mais recentes. Não raras vezes foi completamente engolido pelo adversário, aparecendo Di Maria a tapar o flanco junto à área, com Coentrão ainda longe no meio campo adversário.
Javi Garcia – Deu seguimento ao jogo que fez frente ao Leiria a meio da semana, exibindo uma subida de forma sensível numa fase em que estava claramente a baixar de produção. Não chegou para tapar as iniciativas do Setúbal sobretudo na 1ª parte, mas mais não se podia pedir a um jogador que esteve quase sempre longe demais dos restantes colegas de meio campo. Fez o seu trabalho, com competência, e da parte dele não se pode apontar falta de empenho ou de capacidade física.
Carlos Martins – Se a aposta em Carlos Martins para jogar na direita me parece, quase sempre, um erro, ontem foi talvez o mais flagrante desses exemplos. Nunca percebeu as movimentações do adversário, e em particular de Bruno Ribeiro, sendo totalmente secado na fase construtiva do ataque encarnado, e estando sempre fora das jogadas a nível defensivo. A par de Aimar, o grande responsável pelo total desequilíbrio da equipa, sobretudo no primeiro tempo.
Pablo Aimar – Exibição confrangedora do argentino, que vai para largos meses sem conseguir estabilizar exibicionalmente. Depois de uma boa exibição (e rara ultimamente) frente ao Leiria, voltou à mediania. Completamente engolido pelo meio campo do Vitória, sem qualquer clarividência para contornar as dificuldades. Não deu o apoio que apesar de tudo costuma dar na transição defensiva, deixando o meio campo defensivo totalmente a descoberto. Exibição para esquecer.
Angel Di Maria – De longe o melhor em campo do lado do Benfica. Primeira parte esforçada mas desinspirada, mas correndo muito para tentar colmatar as lacunas defensivas da equipa. Segunda parte com algum brilho, sendo o único jogador encarnado a assumir a responsabilidade e as despesas do jogo, tentando sozinho aquilo que a equipa não estava a conseguir minimamente: furar a defesa setubalense. Dos pés deles saíram todos os lances perigosos do Benfica na 2ª parte, numa exibição muito meritória e cheia de carácter, garra e fibra de campeão. O único que merecia mais do que o empate.
Javier Saviola – Penso que dos titulares, foi aquele que mais acusou o desgaste físico acumulado. Sem a mesma capacidade para pressionar os opositores, e sem a mesma disponibilidade para oferecer linhas de passe a toda a largura do terreno, passou quase sempre despercebido no jogo. Fiquei com a sensação que o seu cansaço era de tal forma evidente, que teria sido mais proveitoso deixá-lo no banco apesar da sua mais que reconhecida valia individual.
Oscar Cardozo – Há dias assim, mas no caso do paraguaio estão a tornar-se um hábito desde a pausa natalícia. Com os índices de confiança em baixo, já o sabemos do passado, raramente consegue estar à altura das dificuldades… e foi isso que se passou. Além de 90 minutos completamente a zeros, falhou o penalty que podia ter salvo o jogo. A forma como correu para a bola fez perceber a 90% dos benfiquistas com quem já falei que ia claramente falhar. E falhou.
Ramires – Entrou na 2ª parte para o lugar de Carlos Martins, e conseguiu dar alguma consistência defensiva à equipa. Ofensivamente foi praticamente nula a sua contribuição. Claramente em má forma (mais de 60 jogos nas pernas esta época!), penso que a melhor opção para os próximos jogos deve passar antes por Ruben Amorim.
Alan Kardec – Pouco tempo para mostrar serviço, para além do habitual voluntarismo e capacidade de pressing. Ganhou a grande penalidade que podia ter dado a vitória no jogo. Não se podia pedir mais…
Nuno Gomes – Entrou já muito perto do fim, e sinceramente só me apercebi de facto da sua presença quando o jogo terminou e as câmaras o focaram.
Tarinmaniac falou…