
Jogo que já foi histórico, vitória importância para fazer história.
Antes de mais a necessidade de vencer sem a menor duvida, para como dizia o Zé Maria do bonés, mostrar à nação se a equipa tem ou não, estofo.
Melhor ainda sem 3 peças fulcrais da equipa, Garay, Javi e Aimar. Boa prova para algumas segundas linhas marcar posição na equipa. E apesar de tudo, genericamente os jogadores estiveram bem, tendo a equipa reagido com valentia ao duplo “disparate” do capitão Luisão.
Entrar a perder um jogo cuja pressão psicológica para “ganhar” a 1º volta se fazia sentir, levou que muito boa gente olhasse com especial atenção para as incidências do jogo.
E fácil é perceber que os índices mentais, em especial a confiança, subiram a pique nesta equipa, nos últimos tempos. Não tanto pela capacidade goleadora, mas em especial no capitulo do passe. É passe feito sem medo do risco, e com o pé que está mais à mão, sem receio do erro. Isso para mim é dado mais importante, para se aferir a capacidade da equipa, num momento delicado, onde a brincar a brincar pode tipo corredor de fundo dar uma sapatada mortal na corrida para o título, pois os próximos jogos podem dar mais carburante para a candeia que ilumina à frente.
Foi um Benfica pressionante, com fome de bola que reagiu ao golo sadino, e que com naturalidade personalizada no espantoso cociente de aproveitamento Nolito, deu a volta aos acontecimentos. Toda a minha gente procurou com efectividade, e não apenas com os olhos a recuperação de bola, com Witsel ocupando imenso espaço e com muito pulmão, a mostrar que dentro de si ainda trás os génesis do futebolista belga de eleição que marcou os anos 70 e 80 no panorama futebolístico nacional. Quando ele verticaliza o seu futebol, e se esquece das reviangas, voltas e revoltas, transforma-se por completo num jogador mais afirmativo.
Bem também um Rodrigo cada dia mais forte, porque a sistematização assim ajuda. Tomara outros terem essa sorte. A vontade alicerçada na confiança ajuda também a disfarçar algumas insuficiências, nomeadamente Matic que dificilmente se conseguirá afirmar como trinco, pois além da falta de rotinas, não me parece ter a inteligência posicional para fazer aquela posição. Aquela quase perda de bola perto do final do jogo, naquela posição foi arrepiante, e os adversários sabem bem como “ataca-lo”. Depois a equipa, em especial o meio campo demora muito a matar os contra golpes adversários, deixando a defesa descompensada e em grandes dificuldades. Foram poucas, mas demasiadas oportunidades que o Vitória teve durante o jogo. Com uma equipa “italiana” e passamos a passas do Algarve.
Uma chamada de atenção ao Cardozo. Vai ficar para a história como um dos mais controversos jogadores de sempre. Goleador de excelência, o seu estilo nunca agradara à maioria. Mas poderia ser um pouco mais inteligente. O árbitro podia não lhe ter dado o amarelo? Podia, mas ele podia e devia ter evitado tudo aquilo. Bastava simplesmente ter chutado à baliza e o problema estava resolvido. Já na 1ª parte escapou de boa, porque o Ricardo Silva foi homem e aguentou a sapatada do Cardozo como tal. Um pouco de teatro e lá teria o Benfica jogado grande parte do jogo com 10. É tempo de alguém lhe dar nas orelhas.
Esta semana há mais. E rola a bola…
Bola7 falou…