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«Na Argentina não imaginam a grandeza do Benfica» – Aimar
Pois, nem na Argentina e se calhar em Portugal tambem. Muitos pensam que o Benfica é um clubezeco que se deve arrastar à procura dos restos deixados pelos outros, pois o passado é fruto da imaginação de muitos e que o presente e futuro deve ser apenas o triste fado tipicamente nacional.
Acredite quem quizer e quem não quizer que se quilhe, que o Benfica é um dos poucos “produtos” genuinamente portugueses que ombreia com qualquer outro no mundo, num valente ombro a ombro, e que por isso, goste-se ou não, deve ser sempre respeitado e valorizado.
Cabe aos seus atletas mostarem-se dignos da grandeza do clube além fronteiras para que frases como as do Aimar deixem de ser proferidas no futuro, como (não) acontecia no passado.
E em terras de Afrodite que a beleza do nosso futebol se alia à grandeza e majestade do clube…
PS: os meu parabéns aos profissionais que conseguiram recuperar o Aimar…e uma gargalhada para o quiquinho que o punha a ponta de lança…
Bola7 falou…
Leio e aprecio as questões técnico – tácticas que se levantam no dia a dia, seja na imprensa seja no comum adepto. Desde jovem sempre aprecei esse lado mais escondido do futebol. No meu tempo de menino e moço pouca gente dava-se ao trabalho de discutir esses aspectos, pois à partida as equipas jogavam da mesma maneira. E quando nos finais dos anos 70 sistemas diferentes surgiram criando uma identidade própria para alguns países ou mesmo para certas zonas do planeta futebol, devido a essa identidade comum a certos país isso também pouco se discutia com honrosa excepção de um ou outro especialista. Até que aparecerem os holandeses com o seu revolucionário futebol total, que no fundo era uma anarquia organizada. Aparentemente os jogadores não tinham ordem nem regra em campo trocando constantemente de posições como se aquilo obedecesse ao livre arbítrio. Nada mais errado pois todo o carrossel resultava de uma organização perfeita que obrigava sempre que as posições, que eram numerada de forma invisível, tinham obrigatoriamente de serem sempre ocupadas, independentemente do jogador escolhido originalmente.
Creio que foi a maior revolução táctica desde o genial WMW, e a loucura absoluta que nunca ninguém conseguiu copiar, sendo uma exclusividade absoluta dos holandeses. E enquanto a maioria falava em defesas laterais, extremos, ou avançados centro, os holandeses avançavam com uma terminologia numérica…era por exemplo a posição 6, a posição 8, e aí deu para perceber as especificações dessas posições e de certa forma a compreender como realmente funcionava o seu aparentemente anárquico futebol.
Uma coisa sempre foi visível em qualquer sistema táctico…ele nunca foi absolutamente simétrico. Mesmo o que se aproxima mais desse conceito, o 4-3-3, tem as suas nuances, pois todos dependem sempre do elemento mais importante em qualquer sistema: o jogador. A maioria dos observadores desenha um sistema táctico de uma forma que a metade esquerda do desenho seja perfeitamente igual à metade direita e julga que a funcionalidade deve ser igual. Isso para mim está errado. O facto de se jogar com 2 extremos e um avançado não significa que a forma como se joga à esquerda ou à direita seja igual. Existem muitos e bons exemplos e um deles bem próximo, a selecção nacional de 2004. Que tinham em comum o Figo e Ronaldo? Eram extremos e a semelhança ficava por aí. Na forma de jogarem para equipa eram absolutamente díspares. A forma como o lado direito da selecção atacava com o Miguel a apoiar o Figo era bem diversa da forma como o Nuno Valente apoiava o Ronaldo.
Hoje no Benfica discute-se o losango. Uns dizem sê-lo em absoluto e outros recusam tal apreciação, dizendo ser ele um 4-1-3-2. Katsouranis “meteu-se” na discussão dizendo, que já jogavam assim, e bem, com o losango treinado por Fernando Santos.
Qual a minha opinião? Simples. O desenho inicial tem como base o losango. Um trinco, dois médios interiores, um armador de jogo e dois avançados. Este é o princípio simples do jogo encarnado. Agora a realidade do jogo já é outra conversa. Quem tem a força de vontade de conseguir ler os meus escritos sabe bem das duvidas que levantei quanto à posição do Ramires, que sempre disse nunca poder fazer o mesmo que Di Maria.
Curioso Katsoranis falar do losango de Fernando Santos. Eu por acaso nunca acreditei muito nele porque havia a questão do Simão. Este nunca teve apetência para ser um 10 puro como é Aimar. Ora sem um 10 a organizar o jogo mesmo nas costas dos ponta de lança como poderia o losango funcionar? O segredo estava numa inovadora movimentação da equipa, nomeadamente dos interiores gregos, Katsouranis e principalmente Karagounis. Este entrando para o centro abria a ala para a troca com o Simão e permitindo também a subida do Léo. A versatilidade de Miccoli também ajudava imenso e quando a equipa esteve no top nos aspectos anímicos e físicos, ela jogou futebol de alta qualidade. E digo sem receio que a equipa de Fernando Santos pedia meças à equipa de Jorge Jesus. O fracasso de Fernando Santos deveu-se “apenas” à sua personalidade apagada em contraste com o fulgor de Jorge Jesus. Adiante.
E então a equipa de Jesus? Como resolveu ele a questão Ramires? A chave para a solução chama-se Saviola.
Na época de 1989/1990 Eriksson para conseguir ter em campo 2 avançados sem perder estabilidade no meio campo, conseguindo dar liberdade a Valdo tomou mão da solução Lima. Ponta de lança lento, mas muito técnico e inteligente na movimentação fazia uma movimentação um pouco semelhante à do Saviola, saindo para a direita e desta para o centro quando necessário, permitindo que o fantástico Vítor Paneira auxiliasse o sueco Thern no miolo, libertando dessa forma o mágico Valdo para comando ofensivo da equipa. Foi dessa forma que o Benfica de bateu pelo menos até ás meias-finais da saudosa Taça do Campeões.
Como se vê nada está por inventar, e de uma forma ou outra tudo se repete. Mas repetir as coisas boas é sinal de inteligência, e a prova que as soluções mais simples geralmente são as melhores. É que enquanto Di Maria com rotina de extremo consegue fazer a dupla função médio interior/extremo, e daí acabar os jogos extremamente desgastado, e com isso estragar jogadas simples, fazendo cabelos brancos nos adeptos, Saviola entrando pela direita, muitas vezes pegando na bola quase a extremo, outras vezes escondido entre o central e o lateral, saindo para as tabelas com o Aimar, o Ramires e abrindo espaço para o Maxi é para mim o elemento chave em todo o jogo. É claro que esta conversa só funciona se os jogadores tiverem talento, e graças a Deus, Saviola, Ramires e o “regressado” Aimar possuem a rodos. Adianta um grosso a táctica se não houverem os jogares certos para a interpretarem. Como diz Senhor Coluna: “hoje como no meu tempo quem conta realmente é o jogador”.
Julgo que muito mais se discutirá quanto ao sistema táctico do Benfica, porque ele inevitavelmente vai evoluir e alterar-se naturalmente de forma a adaptar-se às dificuldades que os nossos adversários vão pondo. È que estes não estão a dormir, e a visibilidade dada aos nossos jogos, permite que muitos ensaiem sistemas, tipo medicamentos, cujas soluções podem bloquear o nosso jogo. Por isso tal qual vírus, temos de possuir a capacidade metamorfosear o sistema para enganar os “antibióticos”.
Vamos ver até que ponto temos capacidade e força para tal. Tem a palavra JJ e seus jogadores.
Bola7 falou…

A confirmar-se esta noticia só posso dizer…ora bolas… para não dizer outras coisas impronunciáveis e que me reportariam o blog como “adulto”.
Enfim, será com um grau de incidencia mais complicado que o Benfica se apresentará naquele que julgo que será o texte mais duro da campanha 2009/2010 até agora.
É nestes momentos que se vê quem tem alma de campeão.
Bola7 falou…
Mais um final de semana se passou e mais uma jornada da liga decorreu, e dentro da habitual normalidade lusa, algumas situações preocupantes.
Na sexta-feira o líder surpresa braga triunfou com alguma estrelinha mesmo do dealbar do desafio, mantendo a liderança que não a deverá largar tão cedo, porventura até defrontar com o Benfica. É sempre bom quando alguém de fora da habitual panelinha tripla do costume, surge a medir forças com os ditos grandes, mas dentro de algum tempo veremos se tudo não passa de fogo-fátuo.
Numa liga que prima pelo miserabilismo que atola dia após dia o futebol, do qual já nem a selecção escapa, com equipas de futebol constituídas por refugo do pior, de divisões secundárias da Europa, e América latina, com os clubes estrangulados financeiramente, e à mercê de empresários de antanho, pouco há a esperar senão uma ou outra surpresa pela positiva, como parecem ser o Braga e por exemplo o Rio ave, cujo investimento suportado em ano eleitoral por magistério camarário será um caso a observar, também por isso, com especial atenção.
Foi fim-de-semana de 1º derby que observei com alguma atenção, pois tinha curiosidade em observar o duo da Entente Cordiale do futebol luso a digladiar-se, ainda por cima no meio de arrufos amorosos devido ao árbitro, e confesso, na esperança que tudo terminasse na nulidade absoluta. E com certo espanto assisti até a uma boa primeira parte, com jogo aberto e fluido. Na 2ª parte a normalidade medíocre tomou conta do jogo e este arrastou-se na profusão do ridículo com o senhor árbitro a ajudar à festa. Gostei de saber que o tatuado Raul Meireles é imune ás expulsões e que Paulo Bento ao apresentar aquela dupla de centrais é adepto do masoquismo puro. E pronto lá deu para ver uns números do Bruce Banner que nos 90 minutos andou transmutado de herói apenas durante alguns minutos e durante a esmagadora maioria do tempo a forçar os seus adeptos a arrancarem os cabelos com os seus pontapés para as couves.
Mas pronto, missão cumprida, lá vi o jogo, e a conclusão que tirei foi que, a Entente Cordiale andou a gozar comigo, pois não acredito que só valham aquilo que mostraram na maioria do tempo. Para mim tem coisa…ai o caraças.
E foi com o sentimento, há muito esquecido, de que não há bicho papão capaz de me fazer perder o sono que assisti ao Benfica-Leixões. Logo à partida, casa cheia, ou seja o 1º passo para a vitória, como se viu nos momentos certos. Logo aí se vê o poder adormecido do gigante da Luz, facto que tenho gritado aos ventos mas que muita gente teimava em ignorar, desculpando-se com argumentos que dispenso de qualificar, e que agora vê o facto com maior naturalidade.
Devo dizer que sempre nutri uma certa simpatia pelo Leixões, clube da minha terra, em especial quando este conseguiu ganhar a taça de Portugal, em pleno estádio das Antas, contra o fcp. No sábado fiquei bem incomodado com o que vi. Que foi feito do belo futebol dos bebes? Credo, que vergonha. O Leixões é um excelente exemplo no atoleiro em que se encontra o futebol nacional. Que aconteceu à bela equipa do ano passado? Pois, não há dinheiro não há palhaços. Os melhores saíram e em seu lugar eis que chega um autocarro de fancaria, com cada jogador, Deus me livre, e então aquele emprestado pelo fcp…
O poder encarnado começa a fazer mossa. E cheira-me que muita boa gente, ciente da incapacidade de enfrentar a actual forma do império vermelho, engendrarão esquemas vergonhosos, de forma a parar de qualquer forma a equipa encarnada. O que se passou no sábado foi demasiado grave para passar impune. Queixa-se o Leixões que foi vítima do árbitro. Ele foi é vítima de si próprio. Mas se o jogo de sábado for precursor do futuro, então a questão é muito grave.
E como conseguiu o Benfica passar esta prova? Simples…além da vontade da equipa, a pressão dos seus adeptos. Com apenas menos cerca de 3.000 espectadores que no derby do dragun, a pressão da esmagadora maioria dos adeptos encarnados sobre o árbitro levou que este, pese os erros técnicos cometidos, que penalizaram o Benfica, agisse disciplinarmente de forma célere.
Num jogo em que o Benfica se apresentou pouco formoso mas seguro, a forma desabrida como os jogadores do leixões se apresentaram, levou que raramente os jogadores encarnados conseguissem por em campo o seu talento, pois as paragens constantes não permitiram que o jogo fluísse naturalmente. Muito preocupante, mas talvez as expulsões dos 2 leixonenses façam reflectir aos que poderiam pensar que com esses esquemas possam atingir os seus fins.
Agora temos um jogo complicado para a taça Europa mas eu reafirmo o que já tinha dito antes: se Jesus tem dúvidas que escolha a solução mais simples…poupe a equipa para que, segunda-feira em Paços de Ferreira ela esteja capaz de triunfar sem reservas, no que julgo ser um grande e complicadíssimo teste.
Não há que ter dúvidas: a Liga nacional é prioridade!
Bola7 falou…
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fonte:Guilherme Cabral, serbenfiquista…
Bola7 chorou…
25 de Setembro de 1974 – Jimmy Hagan deixa o Benfica. Um dos maiores erros históricos do Sport lisboa e Benfica, só comparado com a não contratação de Mourinho ao Leiria por incompetente estupidez.
Jimmy Hagan. Washington, Inglaterra. 21 de Janeira de 1918.
Épocas no Benfica: 4 (70/74). Jogos: 120, 94 vitórias, 14 empates e 12 derrotas. Títulos: 3 (Campeonato Nacional) e 1 (Taça de Portugal).
Outros Clubes: Peterborough United, West Bromwich Albion, Sporting, Estoril, Boavista, Vitória de Setúbal, Belenenses.
Como jogador, Jimmy Hagan contabilizou apenas uma internacionalização pela Selecção inglesa, não lhe fazendo justiça, já que foi considerado um dos mais talentosos jogadores ingleses da sua época. A sua carreira como futebolista foi interrompida pela 2ª Guerra Mundial, mas permaneceu como uma lenda para o fans do Sheffield United, clube que serviu durante cerca de 20 anos.
Começou a sua carreira de treinador no Peterborough United, onde esteve entre 1958 e 1962. Seguiu-se o West Bromwich Albion em 1963, onde conquistou a Taça da Liga Inglesa em 1966.
Jimmy Hagan chegou ao Benfica em 1970. De 1970 a 1973 liderou a equipa a três vitórias consecutivas no Campeonato e a uma Taça de Portugal, um recorde que nenhum outro treinador desde então conseguiu repetir ao serviço do Benfica. Neste período, enquanto treinador do Benfica, também chamou a atenção da Europa, quando a equipa chegou às meias-finais da Taças dos Campeões Europeus, sendo apenas afastado pelo lendário Ajax daquela era.
Com sorriso fechado e ar sisudo, Hagan celebrizou-se também pela expressão “no comments”, que, afinal, definia todo o seu carácter frio e distante. Tinha ainda o hábito de treinar nos dias dos jogos e sempre “a doer”, com subidas e descidas constantes das bancadas do estádio, em passo de corrida.
Em 1972/1973, com Jimmy Hagan, o Benfica tornou-se o único clube português a terminar o campeonato sem derrotas, contabilizando 28 vitórias – 23 consecutivas – em 30 jogos, empatando dois. Nesse mesmo ano, Eusébio foi o melhor marcador europeu com 40 golos, naquela que foi a sua penúltima época como jogador do Benfica. A equipa marcou 101 golos, ultrapassando a marca dos 100 apenas pela segunda vez na sua história.
Jimmy Hagan saiu do Benfica, em Setembro de 1973. Na festa de despedida de Eusébio, colocou toda a gente a correr à volta do campo e, às tantas, Humberto Coelho, Toni e Nélinho atrasaram-se dos restantes elementos e encurtaram distância, fazendo corta-mato. O colérico Hagan ameaçou multá-los com mil escudos e obrigá-los a treinar à tarde, deles prescindindo para o jogo da noite entre o Benfica e o Resto da Europa. Depois de meditar, perdoou a multa e o treino da tarde, mas manteve o castigo para a noite. O presidente Borges Coutinho tomou então o partido dos jogadores e ordenou que se fossem equipar, algo que Hagan não admitiu. Bateu com a porta do balneário. No dia seguinte, Hagan apresentou a sua carta de demissão. Um adeus abrupto para um homem de repentes e com um tri no bolso.
Desde os tempos em que treinou o Benfica, Jimmy Hagan manteve uma relação de grande amizade com Eusébio, que o descreveu como “forte disciplinador”. “Todos os jogadores pensaram que os seu treinos eram bastante penalizadores e fisicamente extenuantes, após a primeira semana de treinos. Mas passado pouco tempo, a equipa começou a vencer jogos e todos concluíram que tinha valido a pena. Ele deu-nos uma força extra e a ele se deve o facto Benfica ter vencido três campeonatos consecutivos”.
Jimmy Hagan fez o primeiro jogo como treinador do Benfica a 13 de Setembro de 1970, numa vitória sobre a CUF (1-0), na Jamor, tendo disputado o último jogo, a 23 de Setembro de 1973, numa vitória frente ao Belenenses (2-1), em Lisboa.
Fonte ednilson, serbenfiquista
Não tenho a ideia de Hagan ser um treinador sagaz, mestre da tactica e outros epitetos. Tinha um superplantel, provavelmente o melhor de sempre, mesmo melhor que o dos imortais, embora não tivesse alguns jogadores da qualidade dos referidos no 11 inicial, mas era um homem lucido, disciplinador ferrenho, e não inventava. er ajusto, punha a jogar os melhores no momento certo, e criava condições para os jogadores renderem o máximo.
Chorei baba e ranho quando anunciaram no Rádio Clube Português a sua saída, num erro crasso do fantástico Borges Coutinho. Até hoje pergunto-me…como foi possível uma pessoa com aquela inteligencia cometer um erro desses. Ainda tentou emendar a mão com a ajuda do amigo Eusébio, mas o Ingl~es era homem de uma só cara e de uma só palavra. Ninguem me tira da cabeça que foi o 1º grande tiro nos próprios pés que demos, percursor de magotes que se repetiram decadas depois.
Acredito piamente que se Hagan tivesse continuado esa epoca pelo menos, chegariamos aos 7 titulos seguidos, e principalmente que com ele no comando do nosso futebol a transição abrupta que tivemos com o 25 de abril, teria sido feita com maior moderação, e talvez hoje estivessemos bem melhor.
O 25 de Abril significou imenso tambem no futebol. Os futebolistas adequiriam direitos há muito negados, como poderem transferirem-se nos finais dos contratos sem que o clube os pudesse impedir, e organizaram-se em classe, sob o comando do de Toni, Humberto Coelho e Artur Jorge por exemplo. Mas tambem aparecerem vicios perigosos que marcaram negativamente a equipa como indisciplina e droga, e a coisa só não correu pior porque se emendou a mão com a contratação de Mortimore.
Mas o mal já estava feito e o tetra foi à vida. Mas mais que isso perdeu-se tempo precioso para preparar os alicerces do novo futuro. E a norte o fcp ganhou tempo para nudar a história do nosso futebol.
Por isso para mim este dia é um dia de grande tristeza para o nosso Benfica. O dia em que se perdeu muito do futuro. Curiosamente anos mais tarde algo parecido ocorreria com Mourinho com as consequencias que e conhecem. Bem se diz que o carteiro toca duas vezes…
Bola7 falou…
Tenho tido discussões mais ou menos acesas com amigos benfiquistas, cuja juventude levo ao desconto próprio de quem ainda muito tem que penar nas agruras da vida para um dia perceber certas realidades.
Uma delas entronca na acusação feita por muitos dos mais novos aos veteranos…”sois uns saudosistas e não sabeis reconhecer a realidade”. E qual é a sua realidade? Para alguns jovens amigos é exagero dizer que antigamente as equipas do Benfica eram mais fortes porque tinham melhores jogadores que os tempos mais recentes.
Ao conversar com um jovem sobre sistemas tácticos qual não foi o seu espanto quando percebeu que os actuais sistemas de jogo já eram usados há décadas, uns de uma forma mais sistemática e outros nem por isso. O futebol há muito deixou de ter alguma coisa para inventar. Só mudando drasticamente as regras, como alguns alvitram, nomeadamente na questão do fora de jogo, coisa que discordo em absoluto, pois está nesta regra a base para todos os sistemas tácticos.
Mas é na questão dos jogadores que a questão aquece mais. Muito boa gente não quer acreditar que a esmagadora maioria dos jogadores dos últimos 20 anos não teriam lugar num lote dos, sei lá, 30 melhores jogadores de sempre do nosso Glorioso clube, e o mesmo e passa a nível geral. Muitos munidos de vídeos da RTP memória argumentam com a velocidade do jogo como a chave para a sua razão, como se um jogo de futebol fosse essencialmente um jogo de vigor físico, apenas para atletas de eleição. Para eles só jogadores tipo Cristiano Ronaldo, quase perfeitos no ponto de vista físico, são o paradigma do futebol moderno. Graças a Deus jogadores com morfologia absolutamente diversa como Iniesta, Xavi e Messi desmentem categoricamente.
Mas então o futebol, dito moderno, não é mais rápido e mais atlético? É sim senhor. E faz dele melhor futebol que antigamente? Não senhor!
O futebol é um desporto único, não só pelo facto de ser jogado pelos membros inferiores, mas porque é…único. Já reparam que no tempo dos blocos políticos mundiais, quando os países de leste investiram forte no desporto como exemplo de excelência, no futebol nada conseguiram, tirando um Euro ganho pela URSS e uns títulos nos Jogos Olímpicos, à custa da falsidade do futebol amador? Já repararam que os norte-americanos com o seu fantástico potencial nunca saíram da cepa torta, com a excepção curiosa das mulheres? Futebol é um desporto no qual não se fabrica jogadores. Ou são ou não são. Nas mulheres, acontece precisamente o contrário. As melhores preparadas fisicamente são as melhores. Sei que elas não vão gostar, mas tenho de dizer que o futebol é para…homens. J
O argumento dos críticos do passado é sempre o mesmo…antigamente havia mais espaço, e jogava-se mais devagar, sendo mais fácil que hoje. Morro de rir com esses argumentos, falaciosos como os políticos. A foto que mostro acima, tirado, julgo que no velhinho campo da avenida em Vila do Conde é a prova do que digo. Naquele pelado não havia quedas simuladas, pois os jogadores ficavam com uns belos hematomas, disfarçados pelos pêlos. Hoje como os jogadores não os têm seria uma chatice do caraças, estragando a bela imagem dos rapazes. Agora imaginem aquele pelado num dia chuva, com tanta água que a bola quase flutuava, e tão encharcada ficaria que muitos não tinham coragem para as cabecear porque elas tão pesadas estariam que se arriscavam a acordar à meia noite ao som do galo na testa. Isto sem contar com as chuteiras duras como o raio, que na lama mais pareciam botas de tropa. A juntar a isso o facto de durante muito tempo não haver cartões e certos jogadores serem autênticos carniceiros, cuja missão em campo era caçarem os melhores jogadores adversários. Que aconteceria aos belos metrosexuais de hoje? Não jogavam? Jogavam sim senhor. Uma coisa é certa, não seriam tão amaricados como são hoje, e tenho a certeza absoluta que não se atiravam para aquele pelado lixa nº5, rebolando e contorcendo-se de dores como se tivessem sido vítimas de alguma mina anti pessoal…mas jogavam sim senhor. Que remédio.
Como? Adaptavam-se. Pura e simples.
Bola7 Falou…
Na sequência da imagens da equipa de futebol á chegada ao estádio do leiria eis uns numeros devastadores para quem ainda duvida do poder da águia, que esteve adormecido demasiados anos.
Eis o que os nossos adverários mais temem, e não duvidem, tudo farão para impedir.
Honra e Glória aos fantásticos atletas, dirigentes e adeptos que criaram tão maravilhoso clube. Cabe-nos a nós sabermos ser dignos de tão grande herança.
Bola7 falou…