Arquivo de Março, 2009

31
Mar
09

E o burro sou eu…!?

O adepto português deve ser do mais ignorante em matéria desportiva que conheço.

Mais que isso, é falho de memória que faz dó. É do género de passar fome durante uma vida toda, e quando alguém lhe oferece a possibilidade de comer uma asa de frango exige de imediato o frango inteiro, com os miúdos e tudo.

Quem lê os meus artigos sobre os melhores jogadores encarnados de sempre, pós geração dourada, não deve perceber como com tantos e bons jogadores, a nível de selecção foi sempre um vazio absoluto.

Simples de explicar: 1º As qualificações eram mais complicadas, não haviam por exemplo equipas tipo Azerbeijão, ou outros que estão lá para golear. 2º Não Havia a organização dos tempos modernos na FPF. 3º Raramente tínhamos um seleccionador competente.

Depois havia também uma guerra danada entre os clubes, que não tendo a necessidade imperiosa de vender, como hoje, faziam os possíveis e impossíveis para que o seus jogadores não pusessem os pés nas selecções, por causa das suas conveniências. Lembro-me da triste guerra movida pelo Zé do boné, Zé Maria “maroto” Pedroto, que perseguiu sem dó nem piedade o então treinador do Benfica, Mário Wilson, que era também o seleccionador nacional. Um dia proibiu mesmo que os seus atletas se deslocassem a Vigo para defrontar a Espanha, tendo o Benfica e o scp acarretado com as despesas do jogo. Triste atitude que levava ao desvario linguístico de Pedroto ao ponto de dizer que Mário Wilson não era um palhaço, porque esses não se pintavam de preto. Elementar, vindo de quem com PC arquitectou o chamado sistema, hoje muito em bolandas.

Disse Abel Xavier que se tivéssemos há muito tempo um treinador como Scolari que muito provavelmente teriam ganho um título. Foi um assobiar para o lado da parte dos paineleiros da nossa praça que tudo fizeram para perseguir o brasileiro, porque nunca lhe limpou o cuzinho

Quando este saiu foi um pagode. Caiu o obscurantismo sul-americano, da imagem de Caravaggio, e música foleira de Leal, para o pós modernismo da linguagem elaborada e música de ópera. Ópera bufa diga-se. Qual o resultado disto tudo? Um barrete completo. Queiroz querendo agradar a um leque de delicadinhos prenhes de merda na cabeça, qual caranguejo mamparra, logo tratou de tentar a sua revolução. 1º Com a ideia peregrina de estruturar o futebol português, e após os 1ºs desaires, logo decidiu ser campeão do mundo. Hoje já estamos no reino das promessas à fcp. Só falta a equipa técnica toda tomar banho, nus, na praia da areosa, como fazia o Artur Jorge, na altura técnico do fcp. Como nunca tinha sonhado regressar tão cedo à selecção disse antes do último euro que Portugal nunca seria campeão porque não tinha lateral esquerdo nem avançado. Traçou logo de morte o futuro de Nuno Gomes, um dos poucos com capacidade de liderança, mercê dos seus muitos anos de selecção, e diga-se da forma inteligente como sempre soube gerir a sua posição na selecção. Para o seu lugar lançou um dos maiores marretas que alguma vez por lá passou: o Hugo Almeida. Pobre rapaz que deve a sua carreira à bênção dos deuses e bons ofícios de outros.

Pois, dizia um cretinóide qualquer, cantor adepto do fcp, que finalmente todos os adeptos nacionais estavam de apoio à selecção. Caro que essa besta tem razão no que disse. É verdade que certa gentalha, tipo PC nunca estiveram com a selecção, pois este até teve o desplante de festejar a derrota de Portugal com a Grécia.

E é evidente que certa gente do fcp está felicíssima, apesar dos “belos” resultados da selecção. Pudera. Os seus jogadores nacionais estão todos na selecção. E mais. Até aqueles que para lá se dirigem, também por lá estão. Que maravilha, PC até já vê os jogos junto a Madaíl. Já fizeram as pazes pois claro. Só lamentam Vítor Baía ter descalçado as botas, porque senão lá estava também. E como não se vislumbra ninguém do Benfica, que orgasmo na torre das antas.

Queiroz pode ter de ficar barbado para sempre, mas uma coisa é certa. Um lugarzito à beira douro plantado está garantindo.

Muitos dos intelectualoides da praça acusaram Scolari de não ser táctico, não se prevenindo principalmente na defesa. E então Queiroz logo lançou de todos os expedientes para segurar a mesma, não se coibindo de ter em campo até 4 centrais. Belo resultado nisto tudo. Dizem as estatísticas que nunca marcamos tão poucos golos e sofremos tantos em tão curto espaço de tempo.

Quando a incompetência e vaidade toma conta de tudo que podemos esperar senão a mediocridade?

 Hoje Portugal vai jogar perante os indefectíveis apoiantes imigrantes. Vai defrontar a África do Sul. Paradoxo do caraças, jogar com os habitantes do extremo de África na Suiça. Que aproveitem bem, porque se não houver um milagre de uma Santa qualquer será a única vez que defrontarão os Africanos nos tempos mais próximos. Depois só se for a dar ao dedinho na playstation.

 

Bola7 falou…

31
Mar
09

Homenagem a quem parte!

Que sejas feliz no celeste relvado da Luz imortal!

Ser benfiquista não se limita apenas à afeição de um adepto pelo seu clube, Sport Lisboa e Benfica. Ser benfiquista é muito mais que isso. Ser benfiquista é pertencer a uma família. Uma família grande. Enorme. Gloriosa. Tão grande que passamos uma vida inteira sem conhecer todos os seus membros. Não os vemos, mas sentimo-nos uns aos outros. Gritar pelo Benfica é gritar por todos nós, gritar por todos os valores e princípios que tão bem caracterizam a grandeza do nosso clube e toda a sua família. Esta família não tem mãe nem pai. Uns mais velhos, outros mais novos, mas todos irmãos. Onde quer que o Benfica esteja presente, o eco da sua voz chega sempre até nós. A voz semelhante à mãe que não temos, mas que nos empolga, nos conforta, nos aconchega, nos acolhe, nos ajuda e nos repreende. A mesma voz que em plena guerra colonial trazia a paz por breves momentos para se ouvir Benfica. A voz que nos traz um sorriso, uma lágrima, a felicidade e a tristeza, mas que no fundo eleva a nossa força e o nosso lema como nenhuma outra família o consegue. É esta a nossa força: E PLURIBUS UNUM.

Até já, Manuel!

Strata falou…

30
Mar
09

Se a estupidez fosse música, este seria um país de trombones!

No sábado lá tivemos mais uma demonstração do buraco onde o futebol português se enfia alegremente. Resultado normal que reflecte a gritante falta de liderança desta selecção, sendo visível o incomodo que tal provoca nos próprios jogadores, na maioria habituados a outro status.

Triste ver o que se transformou uma selecção que aglutinava as esperanças de todos…adeptos e atletas. Hoje não passa de uma amalgama de indecisões e confusões em bruto. Num filme de ficção científica seria o argumento típico do regresso à terra, com uma aterragem trágica num passado por demais conhecido…neste caso trágico/cómico.

Curioso que muitos anos depois lá estão os analistas do burgo recorrendo à velha teoria predotoriana do futebolzinho bem jogadinho e sem os 30 metros finais. Essa teoria nasceu de um célebre jogo em Inglaterra para o euro-76. Os ingleses fizeram a propaganda do jogo do género pague um bilhete e veja uma mão cheia de golos, pois dentro da sua habitual prepotência ridicularizaram até mais não a altura dos nossos jogadores, onde o nosso meio campo não tinha um só jogador com mais de 1,75m. Ora com as alas bloqueadas e os centrais mais o Damas a fazerem o jogo da vida lá ganhamos o jogo por…0-0. Foi o inicio das vitórias morais.

Ao ler certos escritos fiquei com a sensação de dejavu. A equipa que dizem jogou bem, chutou imenso e não fez um golo. Não sei se rio ou choro com certas análise. Digo com as letras todas: Portugal não jogou um crl. Mas jogar futebol é andar às voltinhas para cá e para lá e chutar para o matagal, ou neste caso para a via de cintura interna da cidade do porto? Mas que oportunidades flagrantes de golo tivemos? Jogar bem é levar a bola à linha e centrar para o vazio e ver os latagões suecos mandarem as bolas nas calmas para onde estavam virados, nem se preocupando em mandar a bola para canto porque sabiam que não tinham o mínimo problema com os mesmos, pois os jogadores nacionais nem força tinham para meter a bola na grande área? Se jogar bem é ter a bola nos pés de forma inconsequente, proponho então a revolução táctica…jogar com um guarda-redes e 10 médios. Sempre em movimento 90 minutos de forma a nunca perderem a bola. Seria o orgasmo para a maioria dos pobres analistas também digo sem pejo, para a maioria dos analfabetos futebolistas que são os adeptos portugueses.

Disse para os inúmeros patetas que criticavam Scolari que depois da sua saída só veriam Portugal no mundial via playstation. Veio Queiroz, e diga-se, até tinha alguma simpatia pelo homem, pelo seu passado, pelo seu trabalho no ManUtd, e porque é natural da bela terra de Nampula, Moçambique. Hoje devo dizer que é um dos maiores blufs que me lembro no nosso futebol. Inacreditável a sua desorientação em tudo. Na forma como aborda as entrevistas, os jogos, os pós jogos, nada se salva. Até o seu aspecto físico reflecte isso tudo.

Disse na altura que a Scolari poderiam apontar-se todos os defeitos do mundo, mas uma coisa ele não tinha…falta de tomates. Com ele todo o mundo sabia as linhas com que se cozia a selecção.

Hoje que vejo: Uma selecção que navega ao sabor do vento e marés, neste momento marés azuis. Mais que isso, que voltou aos tempos em que certa gentalha impunha os seus “valores”. Assim se compreende a convocatória de excertos jogadores que mais parecem saídos de um livro sobre o anedotário nacional.

Começa pela baliza. Mas alguma vez na vida o Eduardo é melhor que qualquer guarda-redes do Benfica ou mesmo que o expurgado Ricardo. Logo aqui se mostra que o treinador apenas quer agradar ás massas, ocas, diga-se. Depois a passagem do Pepe para o meio campo não é mais que resolver uma questão simples…tem 3 centrais à escolha…quem tirar…mete-se os 3 e pronto, todos ficam felizes. Depois o cúmulo da estupidez….não fica nenhum lateral no banco, quando tinha a possibilidade Nelson que faz os 2 flancos. Resultado: pela 1ª vez na vida Ricardo Carvalho foi lateral direito, isto para satisfazer a populaça Andrade que lá viu o seu novo ídolo Rolando, jogador que que se encontra aos magotes em qualquer lado. Com Scolari, ou outro com grau de inteligência média essa questão nunca seria posta. Mas pronto, a entourage andrade ficou felicíssima. Os seus 3 jogadores portugueses lá estiveram todos em campo, que alegria. Pena Baía não querer regressar aos palcos e seria o acto de contrição da selecção.

Depois quando a coisa não estava a correr bem teria de lançar a arma secreta Deco, o tal que estava apenas a 100%. Quem saiu? Ora bem, Tiago, o jogador que subia de rendimento, deixando um Raul Meireles que NUNCA dura mais que 70 minutos em campo. Mas como Tiago não é da malta…Foi que se viu depois. A queda do meio campo pois Pepe já não chegava para as encomendas.

Na frente que dizer? Mais um regresso ao passado. Queiroz deve ter visto a RTP memória e lembrou-se do tempo em que João Pinto ou Sá pinto faziam de avançados e teve tirada genial de lançar o Danny a ponta de lança, falso ponta de lança, ou direi, fora de ponta. Depois o Ronaldo é que é estúpido pois andava a fazer centros para a grande área à espera do Berbatov e a final quem lá aparecia era o tal ponta de lança, e de quando em vez o Tiago e o Simão.

Simão é um caso perdido na selecção. Fantástico jogador no Benfica, dos melhores da sua história na selecção parece um pateta. Nem dei por ele. Não falta quem diga que jogou muito, mas só se ele esteve a jogar ao “sério”…aquele jogo que um olha no outro até alguém perder por se desmanchar a rir…

Corria grande espanto nas Caxinas, terra de pescadores habituados a coisas estranhas. Mas esta passava das marcas. O penedo da forcada…um rochedo perto da praia…tinha desaparecido. Quase no final do jogo grita, misto de espanto e de raiva, o meu amigo “Quim Filhó”…”está ali o penedo…está ali”…apontando para a substituição do Danny.  

Para mim chegou. Abandonei o lugar no Dragun e fui apanhar o metro, farto de tanta merda.

Dizem que houve meia dúzia de ranhosos que levantaram os lenços brancos, porventura para se aquecerem do frio. Não vi nem quero saber. Tou farto de tanta mediocridade. Tou farto de tanto pateta. Quiseram assim, assim o têm. Fiquem com a vossa selecçãozita pedrotiana, de cambalachos, e de conversa engana tolos. Tenho mais que fazer. Para mim chega. Adeus até mais ver.

 

PS: Para aqueles que vêm sempre a com a teoria estafada da adaptação e coisa e tal ponham o olho na Inglaterra.

     

      Para aqueles que vêm com a teoria que a selecção já não tem os valores do passado, aqui com alguma razão, pergunto: AS SELECÇÕES SUECAS E DINAMARQUESAS TÊM TAMBEM OS MESMOS VALORES DO PASSADO?

     Por ultimo alguem me soprou ao ouvido que a instituição Benfica não foi convidada para este jogo…eu quero aplaudjjjjjjjjjjir…

 

Bola7 falou…

27
Mar
09

Portugal pum pum pum!

Kennet Andersson…Patrik Andersson…Jesper Blomqvist…Tomas Brolin…Martin Dahlin…Ralf Edström…Gunnar Gren…Kurt Hamrin…Glenn Hysén…Ove Kindvall…Nils Liedholm…Anders Limpar…Roland Nilsson…Torbjörn Nilsson…Gunnar Nordahl… Thomas Ravelli…Sven Rydell…Lennart Skoglund…Glenn Strömberg…Jonas Thern…Pär Zetterberg…Stphen Schwarz…são nomes incontornáveis para quem segue o futebol nórdico.

São nomes que já não existem há muito na futebol sueco, e dos actuais apenas Larsen e Ibrahimovic merecem figurar ao lado destes grandes nomes.

Ibrahimovic, hoje por hoje o melhor avançado do mundo está KO para o jogo de amanhã, graças a Deus. Mas isso não significa grande coisa.

A 1ª vez que vi os suecos foi pouco depois da saga dos magriços. E quando todos esperavamos que a grande equipa de Portugal ganhasse nas calmas, eis que soçobrou em toda a linha contra os gigantes nordicos. Curiosamente foi preciso ir á Suécia muitos anos depois para ganharmos um jogo, pois em casa é um vazio absoluto.

Nunca nos demos bem com espirito de organização e luta dos nórdicos, e temo que haja repitação da coisa. Vi selecções nacionais melhor organizadas e com melhores jogadores, melhor moral a falharem rotundamente contra os suecos.

Temos uma pequena vantagem: desta vez estamos bem prevenidos. Mas o estilo mata mata nunca foi o nosso forte, porque nunca tivemos gente forte a liderar, com a excepção Scolari.

É com muito receio mas com esperança que anseio pelo jogo de amanhã. A vitória significará a redenção e quem sabe o assumir de vez a qualificação. Outro resultado que não a vitória será o derraderiro passo rumo ao abismo.

Haja fé!

Bola7 falou…

27
Mar
09

Morreu o grande Benfiquista Alfredo Farinha!

 Alfredo Farinha, reputado jornalista português, faleceu esta sexta-feira aos 83 anos durante o sono. Nascido em Proença-a-Nova a 19 de julho de 1925, fez carreira fundamentalmente em “A Bola”, para onde entrou a convite de Vítor Santos depois de três anos no “Mundo Desportivo”.

Já depois de reformado não deixou ninguém indiferente com a passagem pelo programa da SIC “Os Donos da Bola”, onde foi comentador em 1998.

Foi dirigente desportivo – No Estoril ocupou diversos cargos – e escreveu livros sobre futebol – “O Apagão”  foi  publicado em julho de 2002. Mas o seu grande orgulho ficou sempre explícito: “O jornalismo para mim foi uma vocação”

Foi com espírito que recebeu com “muito orgulho” em outubro de 2008 o prémio Prestígio Fernando Soromenho, atribuído pelo CNID (Clube Nacional de Imprensa Desportiva).

“Não sou um fã incondicional de Saramago, mas li recentemente uma frase sua genial: que um Nobel nada significa às portas da morte. Para mim, confesso, este prémio tem uma importância nobel, por ser do CNID, uma célula viva de apoio ao desporto, que nasceu de um grito de revolta contra a prepotência. Nesses idos anos 60, nós, jornalistas de desporto, éramos vistos apenas como colaboradores desportivos dos jornais, enquanto outros que se limitavam a copiar e a colar informações da Reuters é que eram jornalistas! Hoje as coisas e os reconhecimentos são, felizmente, muito diferentes. É por isso que recebo apaixonadamente este prémio mesmo que morra daqui a dois ou três minutos”, referiu.

O corpo de Alfredo Farinha estará em câmara ardente a partir das 16 horas na Capela de João Bosco, no Estoril, centro dos Antigos Alunos Salesianos.

O funeral realiza-se amanhã, a partir das 16 horas, para cemitério de Alcabideche.

Bola7 falou…

27
Mar
09

Os 23 eleitos do Bola7 (3)

humberto-coelho

Os 23 Eleitos: Defesas Centrais

 

Humberto Coelho, Eurico Gomes, Ricardo Gomes e Carlos Mozer.

Humberto Coelho, que dizer deste fabuloso central. Aos 18 era titular absoluto, após jogo no Brasil onde marcou Pele de forma irrepreensível. Cabeceador único, fantástico nas saídas para o contra-ataque, melhor defesa goleador a nível mundial, comandante supremo do exército encarnado, único representante do futebol português na última vez que se fez uma selecção da Europa digna dos seus pergaminhos, jogando ao lado de Krol e Karl-Hans Forster, Bruno Pezzey, como reconhecimento de Derwall, da sua categoria, sndo se não me engano o único jogador presente que não esteve no mundial de Espanha. Ficou famosa a sua imagem no final do jogo quando “roubou” a taça e deu a volta ao estádio do Cosmos de New Yok, com os companheiros meio loucos atrás dele, com a multidão a delirar nas bancadas. A tentativa para jogar no estrangeiro só lhe serviu para conquistar a mulher. Ao menos isso, regressando a tempo de alcançar alguns êxitos. Foi mais uma vitima Benfiquista dos treinos da selecção, acabando quando ainda tinha muito para dar.

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Eurico Gomes, o seu parceiro de 77 e 78, foi também um notável jogador. Forte na marcação, bom tecnicamente, protótipo do defesa de marcação, foi o complemento perfeito para Humberto Coelho, e até a sua longa cabeleira loura fazia o contraponto com o resto da equipa de gente morena ou negra da saudosa África lusitana. Lembro-me de um célebre confronto com o Nantes onde pontificava um argentino de nome Trossero, que era o suplente de Kempes nas pampas. Pobre do homem, Não tocou na bola durante os dois jogos. Nunca mais ouvi falar dele. Em 77, Eurico, Humberto Coelho mais o Bastos Lopes e Alberto constituíam a defesa menos batida da Europa, perdendo o campeonato sem derrotas. Por diferença de cerca de 100 contos foi parar ao scp e mais tarde ao fcp onde somou êxitos.
As asneiras no Benfica não são de hoje. Para escândalo de muitos digo sem muitas dúvidas: foi a melhor dupla de centrais do Benfica de sempre. Já sei, e que dizer da dupla Carlos Mozer e Ricardo Gomes? Diga-se desde já que, e a estatística não me deixam mentir, que não foi a mais eficaz no Benfica. Penso até que as duplas Ricardo Gomes/Aldaír, ou Ricardo Gomes/William foram mais eficazes. Mozer e Ricardo marcavam era muitos golos.

Mas o denominador comum chamava-se Ricardo.

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Ricardo Gomes era um líder. Alto e forte…forte em todos os sentidos. De presença física como moral. Impunha-se com facilidade, sendo respeitado por todos. Enquanto os companheiros jogavam à lerpa, ele lia um texto de um filósofo qualquer. Foi o 1º capitão estrangeiro na história do Glorioso. “Devo ter cara de capitão”- justificando assim esse desiderato, e também o facto de ser sempre capitão em qualquer equipa onde passasse. A sua saída do Benfica, da forma que foi feita nunca foi bem digerida, mas tentou apagar um pouco essa “lapso” regressando depois e ainda ajudando à conquista de uma taça. Quando percebeu que já não tinha as faculdades de outrora retirou-se.

mozer

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Carlos Mozer foi o percursor de um certo tipo de centrais bem diferente do estilo de Humberto Coelho ou Eurico Gomes, sendo o 1º defesa estrangeiro de grande nível a jogar em Portugal. Rápido, com técnica q.b., duro, mauzinho como o diabo, que o diga Vítor Paneira na eliminatória com o Marselha. Nessa eliminatória ficou famosa a jogada num canto em que o Ricardo Gomes enfrenta o Mozer, chocando cabeça com cabeça, ficando os dois estendidos no chão durante largos minutos. Só visto. Curiosamente nunca lá jogando, fez escola no fcp, com Fernando Couto à cabeça dos seus discípulos. Regressou ao Benfica mas foi mais uma vítima do “rei Artur” que preferiu o Paulo Pereira. Enfim.

 

Menção especial para outros jogadores, de grande valor como foi o Aldaír, jogador que substituiu o Mozer. Jogou apenas uma epoca mas mostrou-se ao nível de Mozer e Ricardo Gomes. Fez uma grande e longínqua carreira em Itália. Gamarra também jogou muito pouco tempo para era um defesa especial. Fantástico a dobrar os seus companheiros, fazer faltas não era com ele. Uma pena ter surgido o vale tudo a vende-lo. O luso Hélder, um jogador um pouco injustiçado hoje, pelos putos que nunca o viram ao máximo, rivalizando com Fernando Couto o titulo do melhor defesa made in anos 90. Carlos Alhinho, defesa que jogava com uma lisura e fineza só ao alcance dos predestinados. Messias, protótipo do stopper clássico, outro excelente parceiro de Humberto. Por falar em bons parceiros que dizer de António Bastos Lopes. Que excelente dupla fez com Humberto Coelho, claro, na fabulosa época de 82/83. Rei e senhor do carrinho, stopper super eficaz, profissional acima de qualquer suspeita.

 

Bola7 falou…

27
Mar
09

Com exemplos destes…!

Ora quem veio testemunhar em favor dos desmandos de Pedro Silva na final da taça da cerveja dinamarquesa? João Vieira Pinto e Sá Pinto.

O 1º ficou tristemente célebre com o murro no árbitro argentino no mundial da Coreia. O 2º agrediu o então seleccionador nacional, o “rei artur”.

Belos exemplos de fair-play sem a minima dúvida, pois ninguem mais que eles, sabe “compreender” as tristes figuras de Pedro Silva.

Só faltava mesmo ouvir na Bola Branca da RR, o Kostadinov a explicar tambem a célebre peitada no árbitro num célebre fcp-Benfica para a taça de Portugal, como argumento para defender tambem o Pedro Silva.

Bem, e já agora toda a equipa do fcp que perseguiu o árbitro José Pratas em Coimbra, numa final da supertaça, tambem…

Bola7 falou…




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