Arquivo de Janeiro, 2010

29
Jan
10

Há petróleo no Beato!

Uma comédia recheada de situações hilariantes,  cuja história gira em torno da descoberta de petróleo no  quintal de Juvenal Costa

“Há Petróleo no Beato” é uma comédia escrita por Raul Solnado, Francisco Mata, Gonçalves Preto e Júlio César, realizada para televisão por Oliveira Costa e que conta no seu elenco com os actores Susana Prado, Alda Pinto, Alexandra Solnado, João Grosso, Carlos Cunha, David Silva, Júlio César e Cândido Mota, sem esquecer o saudoso Raul Solnado que interpreta o taxista Juvenal Costa.
E ainda muitos jornalistas e apresentadores da RTP entre os quais Carlos Cruz, Fialho Gouveia, Teresa Cruz, Raul Durão… todos a darem credibilidade ao aparecimento de petróleo no Beato.

Ao contrário do que sugere a imagem, não é para os lados de Belém.

Certa criatura um dia gritou ao vento que, “prós lados de Contumil não existia petróleo.” Chatice do caraças, terá pensado Teixeira dos Santos, atrapalhado com o deficit e o seu patrão com os 2 dígitos do desemprego.

Provavelmente outras criaturas, mais senhoriais, com antepassados na linha do baronato terão abanado a cabeça em sinal de aprovação.

Mas como tudo se resume à diferença entre falar barato e trabalhar muito, alguém meteu mãos à obra e desse esforço surgiu a luz. Afinal tal qual certos países em que basta escavar com uma pá e logo o ouro negro surge, prós lados do Contumil e Visconde tem sido um fartote de gente com baldes a carregar o desejado crude.

E o resultado nota-se na bolsa, não de Wall Street, mas das vendas às comissões de jogadores.

E eu a pensar que certa equipa estava tão bem estruturada que não necessitava de contratar ninguém…nabo do caraças.

Bola7 falou…

29
Jan
10

Fancaria ao desbarato!

Só pergunto? Quem se responsabiliza?

No caso do Shaffer, que é apenas um exemplo, nunca ninguém se  lembrou de tentar saber porque diabo o rapaz só fez 3 jogos na sua aventura anterior no Gotemburgo?

Eu sei, eu sei…tudo a assobiar para o ar. Milhões perdidos e o último a saír que feche a porta.

É o que dá ser “rico”.

Bola7 falou…

28
Jan
10

Só enganam os tolos!

Sei que ninguém é inocente na questão dos benefícios do estado.

Acredito que o Benfica de uma forma ou outra também tenha sido beneficiado.

Digo também porque ao contrário do que a propaganda quer fazer querer, outros tambem o foram e se calhar de uma forma mais escandalosa.

Não sendo perito na matéria sirvo-me de dois companheiros de luta par ilucidarem a matéria.

forumbenfica.blogspot.com – contas do dragão

geracaobenfica.blogspot.com – beneficios do estado

Bola7 falou…

28
Jan
10

Idolos – Shéu Han!

Shéu Han. Inhassoro, Moçambique. 3 de Agosto de 1953. Médio.
Épocas no Benfica: 17 (72/89). Jogos: 488. Golos: 45. Títulos: 9 (Campeonato Nacional), 6 (Taça de Portugal) e 2 (Supertaça).
Outros clubes: SL Beira. Internacionalizações: 24.

É bem um caso de veri, vidi, vici, o do menino africano de origem asiática, europeu se fez, por Shéu Han responde. Filho de um pescador, Low f^*k Him, que significa “aquele que nasceu da terra a ela há-de voltar um dia”. Paciente como os chineses, harmonioso como os moçambicanos, determinado como os portugueses, de Inhassora viajou até à actualidade, absorvendo um misto de culturas, com denominador comum, a graça do jogo, a magia da bola.

Tinha Shéu seis anos quando foi para a cidade da Beira. Sentia-se sufocado, longe daqueles espaços infindáveis que calcorreava a seu bel-prazer. No colégio sentiu o valor da liberdade, mas as obrigações escolares não o amoleceram. Tornou-se prematuramente maduro, crescendo mais na vida que na idade, ele que já não adormecia nos olhos protectores da mãe.

A “chincha” colou-se-lhe ao destino. Começou por se recriar no a-e-i-o-u do pontapé. Sugeria dotes para a função. Depois, não muito depois, já menos ócio e mais sacerdócio, integrou-se na equipa do Sport Lisboa e Beira, filial moçambicana do Benfica, glosando o posto de extremo-direito e a vocação pelo golo. Não tardou que seleccionado fosse, no Dia do Júnior, para a equipa da Beira, que se bateu perante a congénere de Lourenço Marques. “Como era muitas vezes apanhado na situação de fora-de-jogo, talvez pela ânsia de marcar, o treinador fez-me recuar para a zona central do terreno”. Virou médio, naquele instante. Médio seria, até ao termo da carreira.

Se alguma virtude o colonialismo teve, talvez seja possível encontra-la nas frequentes deslocações de cidadão portugueses, socialmente importantes, aos territórios dos subjugados países africanos. Que o diga Shéu, quando foi observado pelo tenente-coronel Manuel da Costa, que logo se rendeu ao seu engenho. Benfiquista de gema, aquele militar abordou a família e a Lisboa comunicou o achado. Corria o ano de 1970. O ano do desembarque de Shéu na então metrópole.

Vivia no Lar, à Baixa só ia por necessidade, que “aquele movimento fazia uma enorme confusão”, treinava-se nos escalões juniores do Benfica. Mário Coluna, o eterno capitão, foi o seu primeiro treinador, logo seguido de Ângelo Martins, outra das maiores referências do vermelho-vivo. Disciplinado, atento, colheu ensinamentos preciosos. Não regateou o trabalho, o esforço. Dava gosto vê-lo, sempre aprumado, naquelas milícias jovens, transportando ambição. A primeira consequência, foi o titulo no Campeonato de Lisboa, na categoria júnior, frente ao Sporting, por 2-1, com um golo da sua paternidade. Campeão nacional seria também no mesmo escalão etário.

Na passagem a sénior, o clube não prescindiu dos seus serviços, naquela que foi a sua primeira grande afirmação. Claro que era difícil impor-se, tão abundante se mostrava o quadro de jogadores. Nem por isso se deixou aperrear. A 15 de Outubro de 1972, experimentou o frenesim da estreia na turma de honra, no Barreiro, com José Henrique, Malta da Silva, Humberto Coelho, Rui Rodrigues, Adolfo, Jaime Graça, Toni, Simões, Nené, Eusébio, Artur Jorge e Jordão. O Benfica venceu, por 3-0. Campeão seria. Também Shéu, mercê dessa única aparição, no ano em que “o meu ídolo Eusébio, já com 31 anos, conquistou a sua segunda Bota de Ouro, ao marcar 40 golos”. Nas duas temporadas seguintes, mais uma com Hagan e Cabrita, outra com Milorad Pavic, Shéu quase penou, só aparecendo de forma pouco mais que fugaz.

A partir da regência de Mário Wilson, em 75/76, ganhou lugar quase cativo no onze. Assim continuaria durante anos a fio. Sempre discreto, no estilo de pézinhos de lã, era o melhor no combate da eficiência. Tornou-se um centro campista de características defensivas. Lajos Baroti, mestre da FIFA, chegou a dizer que “o Shéu bem merecia vestir a camisola com as insígnias da UEFA”. Fez 17 épocas ininterruptas, garantindo nove Campeonatos, seis Taças e duas Supertaças. Participou ainda na final da Taça UEFA, mas o golo que marcou perante o Anderlecht, na Luz, revelou-se insuficiente para o triunfo sorrir ao Benfica. E, com a braçadeira de capitão, subiu ao palco do Neckarstadion, em Estugarda, na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus, ganha pelo PSV, após aquele famigerado remate de Veloso da marca dos 11 metros. Internacional foi ainda por 24 ocasiões, com dois golos no bornal.

Figura incontornável do Benfica, com low profile, Shéu fixou-se no clube até à actualidade, no desempenho dos mais diferentes cargos. Fixou-se também, como se de verdadeiro general se tratasse, na galeria dos notáveis do exército vermelho.

in http://www.portuguesefutebol.com/

Bola7 falou…

27
Jan
10

12 horas frenéticas!

Senão vejamos:
– Ruben “Micaela” após 3 meses de ter levado com meia duzia de batatas no Ass aquando da sua visita ao Imponente Estádio da Luz, eis que após meia dúzia de dias de ter evergado uma camisola Azul Merda, eis que vem finalmente contar tudo o que se passou no Túnel do Estádio da Luz e diz que foi “Ameaçado, empurrado, injuriado” pelo Jesus e Rui Costa. Hum belissima contratação feito pela Suinada, leva um jogador acima da média e ainda ganha mais esta “novela” de encher chouriço.
– No Jornal Record vem hoje um noticia bem interessante, pelos vistos um empresário ao serviço do Braga….lol lol porque não se corrige e diz-se antes “Testa de Ferro” aliciou os 3 capitães do Leixões para ganhar ao Benfica…. ah maganos, ainda bem que foram aliciados, senão tinham mamado com mais 10 em cima a juntar aos que levaram :). Ora esta noticia faz-me lembrar há uns anos em que fomos jogar ao Rio Ave, salvo erro, empatamos, em que o Petit no fim do jogo vem insinuar que algo mais estava por trás da correria frenética dos Jogadores do Rio Ave, coitado, não foi morto, mas foi brutalmente assassinado pela CS.
– Para terminar, finalmente vamos deixar de ouvir a veborreia que vinhamos a assistir nos últimos dias em que o Porko da Costa, vociferava veneno por aquela boca imunda contra o Benfica, ufa 3 meses de paz e sossego….ah mas lembrei-me agora, ainda falta calar os outros “cães” amestrados, MST, Tavares Teles, Pôncio Monteiro, Guilherme Alguidar e o grande intelectual Rui Moreira.
E ainda só estamos em Janeiro, até Maio vai ser lindo vai.
Abraços
Filipe falou…
27
Jan
10

Maravilhoso silêncio!

…zzzzzzzzzzzzzzzzzzzz…

Bola7 ressonou…

26
Jan
10

Omnipresente, uma estória exemplar!

O futebol é um desporto de semi-deuses mas nunca nenhum deles mostrou ser omnipresente. Até que chegou Soren Lerby. Na mágica Danish Dynamite que maravilhou o futebol da década de 80 havia vários génios. O inconstante e cerebral Laudrup, o velocista Simmonsen e o eterno fumador Elkjaer Larsen. Mas nunca nenhum dos três logrou o feito histórico do mitico Soren Lerby. No mesmo dia Lerby provou ser omnipresente.

Um dia, dois jogos

O feito que o faz ser recordado ainda hoje teve lugar num chuvoso 13 de Novembro de 1985. O futebol europeu não tinha ainda a mesma estructura organizativa de hoje e era muito comum haver jogos de distintas competições no mesmo dia. Isso implicava um problema para as equipas e jogadores que eram forçados a escolher entre manter-se fiel à sua selecção ou seguir com o clube que lhes pagava o salário. A maioria assinava acordos entre a federação e clube. Lerby não o fez. O seu caracter impedia-o de optar. Nesse dia Lerby tinha dois compromissos e estava determinado a não faltar a nenhum deles. E portanto, logrou o impossível. Tornou-se omnipresente.

Às 12h00 da manhã apresentou-se com os seus restantes colegas no relvado de Dublin. A Dinamarca visitava a Irlanda e o jogo era decisivo para confirmar o apuramento dinamarquês para o Mundial, pela primeira vez na sua história. Lerby juntou-se aos seus colegas e tomou parte na histórica vitória por 1-4. Com o terceiro golo dinamarquês, dez minutos depois do intervalo, o médio pediu a substituição. Foi ao minuto 58. Sem tomar banho saiu imediatamente do estádio com um motorista privado que o levou ao aeroporto da cidade onde o esperava um jacto privado fretado pelo Bayern Munchen. O avião levou-o até Bochum onde o clube bávaro disputava uma eliminatória da Taça da Alemanha. Depois de aterrar o avião o jogador rumou ao estádio. Chegou aos 35 minutos de jogo decorridos. Ao intervalo foi lançado para o relvado e ajudou o Bayern a empatar, depois de ter começado a perder. Tinha acabado de fazer história. O primeiro futebolista a actuar, no mesmo dia, por duas equipas diferentes, em países diferentes e competições diferentes. Omnipresente.

Mas que um dia Lerby tenha desafiado o tempo e espaço, isso é uma recordação que não tem preço.

in Futebol magazine

Bola7 falou…




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