Arquivo de Outubro, 2011

31
Out
11

Vamos tirar as duvidas!

Para mal dos meus pecados, eu que gosto de ver os jogos em casa sem confusões, tinha tudo em pantanas às contas da minha filha mais velha e suas amigas scouts.

Uma vez na vida resolvi ver o Benfica semideitado num puff, talvez porque tivesse a sensação que o jogo não seria complicado. Uma questão de feeling.

Aos 25 segundos jogada perfeita termina com o golo mais rápido da 1ª liga. Festa no mundo encarnado e seguindo a lógica de que o mais difícil é sempre meter a 1ª bola, auspícios de goleada no horizonte.

Senti que essa entrada de rajada consumada com um 2º golo também da autoria do “espanhol” Rodrigo Moreno, servia essencialmente para fazer a equipa puder abrandar o ritmo e reservar forças para o essencial embate europeu e 4ª feira. Fazendo zapping reparava que o Real Madrid de Mourinho, e com um resultado mais curto parecia ter o mesmo manual de jogo.

Ao ver a forma como os homens de Olhão em perfeito estado de letargia, assistiam aos movimentos encarnados, fez-me lembrar com um sorriso na boca, um programa brasileiro de 1986, o “Casseta e Planeta”, no decurso do Mundial do México, no qual com o típico humor brasileiro, acusavam o “Doutor” Sócrates de estar no melhor sitio que existe no mundo para se ver futebol – no gramado.

Bom demais para ser verdade. Ninguém pressionava ninguém, principalmente os pontos fracos do Benfica, que são as transições defesa ataque, quando conduzidas por Matic ou Emerson. Depois, mesmo sem grande inspiração, Aimar baixava no terreno e conduzia com sapiência a bola para as acções ofensivas, de uma forma incapaz para a quase totalidade dos centro-campistas em Portugal. Se é certo que o argentino esteve algo estranho na definição do passe final, a segunda parte fez perceber a qualidade do transporte da bola que o camisa 10 empresta à equipa, porque com a saída dele, essa qualidade simplesmente desapareceu.

Num mundo cuja esquerda política parece ter perdido a pujança de outros tempos, confesso que nunca vi um Benfica tão “esquerdista” como no sábado. Mais de meia equipa com uma perna direita que só serve para subir ao “vermelhão”, foi coisa inusitada. É caso para dizer que a classe operária deste pobre país tem de procurar inspiração no império vermelho da luz.

Olhei para o meu relógio, vulgo cebola dos tempos de escola, e reparei no minuto 23. Deu-me a sensação que há alguns minutos o jogo já não era igual. Os jogadores do Benfica já não tinham a ânsia egoísta de não partilhar a bola com o adversário. E como os rapazes de Olhão continuavam apenas a olhar com inveja para os donos da bola, deixei-me estar semideitado no tal puff, a pensar que afinal o Maxi está operacional, mas seria talvez melhor prá próxima quarta-feira, deixa-lo na direita na mesma, pois é lá o seu habitat natural.

No começo da 2ª parte comecei a cismar que as câmaras da TV estavam a filmar mais abaixo que o habitual, e senti uma sensação de desconforto. Pior fiquei quando vi os jogadores de Olhão felizes da vida a ensaiarem uma dança hipnótica que levou, sem ninguém perceber como, a bola para dentro de um atónito Artur.

Lá me levantei para me sentar de seguida no meu lugar de guerra, com a convicção plena que teria de começar a gritar para o televisor no tom certo para os jogadores me ouvirem, porque tenho a certeza que se gritar nos decibéis correctos eles acabam por me ouvir.

Se é certo que o complexo do Sócrates – não falo do ex-primeiro ministro mais dado a comer vichyssoise com os amigos feitos nos últimos 5 anos, mas do brasileiro rei do toque de calcanhar – não assentou arraias no relvado da Luz, não deixou de ter um travo amargo a forma como a equipa encarnada, perdeu a beleza das suas movimentações da 1ª parte, ficando refém de alguns receios, incapaz de ultrapassar a simples nuance táctica do Olhanense, que ao meter mais um jogador no miolo, secou a fonte inspiradora do jogo encarnado. E depois…depois já não havia Aimar, o infeliz Aimar, cuja falta de inspiração será sempre muito mais inspiradora do que maioria dos sortudos que demasiadas vezes envergam a camisola número 10 de qualquer equipa.

Diz-se que o Benfica controlou o jogo. É verdade que o Olhanense pouco ou nada fez para incomodar, porque prisioneiro da sua mediocridade. A sensação de um certo masoquismo é perceptível no ar. Mas como disse o camarada Bola7, o Benfica parece estar com estrelinha. Se o fiscal a tentou apagar com a anulação de golo limpo a Cardozo, não deixa de ser verdade que aquele remate do velhote Djalmir normalmente bate num defesa e trai o nosso guarda-redes. Será a tal estrelinha.

Não vale e pena conjecturar. Vem a aí uma bela colecção de jogos de grau de dificuldade bem elevada. Benfiquistas, portistas e sportinguistas acusam-se mutuamente de que os seus jogos têm sido contra equipas “foleirotes”, daí estarem tão confortáveis nesta época. Pronto, vamos então “começar a jogar a sério”. Quem tiver unhas que toque guitarra.

Sendo assim, será que o Benfica começa a sua candidatura a uma grande época já quarta-feira? Vamos tirar as duvidas.

E pluribus unum.

Notlim falou…

 

 

 

 

 

 

 

 

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28
Out
11

ASAE actua em Alvalade!

Contrafação atinge o SCP

28
Out
11

Sonha Vieira!

Um verdadeiro “jackpot” canarinho – esta é a ideia de Luís Filipe Vieira e seus pares para os cinco jogadores brasileiros emprestados a clubes da sua terra Natal. Ao que O JOGO apurou, Airton, Felipe Menezes, Fellipe Bastos, Éder Luís e Kardec já não voltam à Luz no final dos respectivos empréstimos e o destino já está traçado: venda, de preferência com lucro. Vieira espera receber 27 milhões de euros pela cedência definitiva destes jogadores. A confirmar-se a expectativa do mais alto dirigente do Benfica e retirando a fatia pertencente ao Benfica Stars Fund (ver caixa), 6,5 milhões de euros, entrarão nos cofres do clube 20,5 milhões de euros.

in O Jogo

Sonha Vieira. Os brasileiros pagarem? Pois sim. Quando cá vêm buscar jogador é para pedinchar o empréstimo, e já é muito bom quando pagam a totalidade do salário. É evidente que se for para comprar jogador no Brasil, então aí é pelo dinheiro que eles pedem, e só soltam o jogador quando querem. Os brasileiros continuam a pensar que o portuga é labrego e contam com isso sempre que negoceiam. Infelizmente muitas vezes é bem verdade…

Bola7 falou…

28
Out
11

os burros e os espertos!

Os primeiros discutem quem vai ficar com o cadeirão dito principal da FPF.

Os segundos preocupam-se somente em colocar o Paulo Costa ou outro do mesmo “calibre” à frente dos destinos da arbitragem. Eles estão a cagar-se para o Fernando Gomes ou o Carlos Marta, pois para cortar fitas qualquer um serve.

Entretanto algumas personagens com idade para ter juizo vão servindo para ser meros peões num jogo com um fim programado.

Bola7 falou…

25
Out
11

Paciência!

Nunca subestimar seus adversários e estar sempre precavido para quaisquer eventualidades
A Arte da Guerra – Sun Tsu
Há muita gente distraída. Lembrem-se das duas últimas epocas…
Bola7 falou…
24
Out
11

Estrelinha!

Quem ganha como o Benfica ganhou, costuma-se dizer que tem estrelinha….resta saber que tipo de energia tem esta estrelinha.

Jogo estranho perto da ria de Aveiro. Com o timoneiro JJ a dormir e o moliceiro a meter água, só não deu naufrágio porque este ano a nau encarnada escapa às armadilhas com a ligeireza da enguia.

JJ lançou uma equipa remodelada, com o fim de poupar alguns jogadores desgastados, e também de dar oportunidades a alguns, só alguns porque outros só servem mesmo para fazer número nos treinos.

E assim eis que surge um novo meio campo em jogo, com Bruno César e Nolito nas alas, Matic a médio defensivo e o poderoso Witsel na armação do jogo.

Simples de comentar o jogo…quando a bola passava em segurança do meio campo para a frente via-se um Benfica com engenho e inspiração para trocar a bola e leva-la com consistência até à entrada da grande área, mas só até ai…porque dá para a frente o território era sagrado para a gente comandada pelo veterano Hugo.

O problema era a transição entre a defesa encanada e o seu meio campo e ataque. Bola de Artur para os centrais e estes para para Matic…a bola saía deste para Emerson. Este olhava para a frente e vendo um engraçadinho qualquer com uma tabuleta com sentido proibido impresso, rodava e jogava para o Garay e este lá tinha de recomeçar tudo. E assim se matava a dinâmica atacante encarnada.

E andamos assim até o golo de Cardozo verdadeiramente caído do céu…ui, há tempos que não via o Benfica marcar assim um golo. Mas ao menos na 1ª parte a iniciativa era toda nossa, tirando os habituais sustos do costume resolvidos a custo pelos centrais ou por Santo Artur, porque a 2ª parte foi bem pior, acabando o Benfica e os seus fiéis adeptos a olharem para o relógio e a gritaram “tá na hora!”

Há quem diga que um jogador não faz a diferença numa equipa de futebol. Talvez, mas depende muito do jogador, e quando a ele se junta outros num efeito dominó, a prestação de uma equipa modifica-se e muito.

O Benfica sem Maxi Pereira, Javi Garcia, Gaitan e Aimar não tem nada a ver com o Benfica que, por exemplo, jogou em Aveiro. Começa logo no facto do Benfica ter apresentado no sábado 2 laterais em forma paupérrima. Amorim e Emerson fizeram um jogo abominável, sem consequências de maior porque além da qualidade dos centrais e de Artur, os aveirenses são uns nabos, personificados pelo inefável Balboa. O tal campeão da Europa e do Mundo deve ser muito enganador, pois conseguiu enganar Aragonés e Del Bosque com uma pinta do catano. Só mesmo o mestre da táctica não caiu no conto do vigário.

Nem 30 minutos o jogo tinha e já eu gritava para o televisor pela entrada de Javi Garcia, pedido a sua cultura posicional pois é alguém formatado para ser trinco. Irritante ver o pobre  Matic a passar a bola e a subir, ou a querer fazer um passe longo, assumindo o papel de…Witsel, ou Aimar. Ao trinco compete interceptar, bloquear, passar a bola com critério, sem a perder, porque se o fizer ou se andar a passear por outras zonas do terreno, a equipa fica muito exposta a contragolpes.

E o Benfica continua esta época a ser demasiado sujeito a situações delicadas, com a defesa a enfrentar os avançados contrários sem protecção, fazendo que Artur dê demasiado nas vistas em jogos que não o justificavam.

E como perceber o porquê de JJ insistir nos mesmo defeitos? Na minha opinião JJ insiste para tentar de qualquer forma justificar as suas decisões, e leva-as até ao fim dê como der, como se viu no ano passado com o tristemente célebre Roberto. Porque para ele, o importante é bondade das suas decisões e não o interesse da equipa. Porque se o interesse da equipa fosse o mais importante, Emerson e Matic não jogariam, embora o sérvio não tenha culpa de jogar nessa posição, como não teria o Cardozo de jogar a 10 se assim o mandassem, por exemplo.

Enfim, vamos ver o que isto dá, e se estrelinha veio para ficar…vamos, ver…vamos ver…

Bola7 falou…

24
Out
11

Mais uma tirada brilhante do Sr. Presidente!

O episódio foi despoletado quando o edil da Marinha Grande (um sportinguista confesso), Álvaro Pereira, ofereceu uma caneta de vidro a Luís Filipe Vieira. “Espero que com ela consiga assinar coisas importantes para o clube”, disse o presidente da Câmara. De imediato, um adepto benfiquista que se encontrava no meio da assistência atirou: “Pode ser que seja utilizada para a renovação do Maxi”. Luís Filipe Vieira não perdeu tempo e respondeu: “Há coisas mais importantes.”

in Record

Pois…devem ser as eleições para a FPF. Continue assim continue, espero que não haja choro e ranger de dentes no final da epoca…

Bola7 falou…




Bola7Inc

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