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Jun
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Comendo uma laranja muito doce!

Já Scolari tinha dito que a Holanda era habitual freguês e que o problema para Portugal no seu grupo era “apenas” a Alemanha.

Eu cá confesso que após os erros tácticos e técnicos cometidos no jogo com a Dinamarca temi o pior.

Mas ao ver a equipa lançada pelo técnico holandês quase abri uma garrafa de champanhe…bom demais para ser verdade, aquele meio campo holandês com apenas um médio defensivo, com um armador de jogo que é mais avançado a seu lado e o resto, uma colecção impressionante de jogadores de categoria na frente, sem a mínima sustentação, perante um meio campo luso sempre em vantagem pois tinha sempre 3 homens, fazendo-me lembrar tristezas domesticas…adiante…bom demais.

Temi também que a estupidez tivesse tomado conta de Paulo Bento e ele não tivesse rectificado o problema da ala esquerda, mas não, pois seria mau demais para ser verdade. O deslocamento do excelente Moutinho para a esquerda e muitas vezes de Veloso, devolveram o equilíbrio que não tinha existido no jogo com a Dinamarca, onde, e ontem foi perceptível, teve também muito a ver com displicência de quem se julga infinitamente superior apesar dos últimos resultados não o mostrarem.

Com o tradicional começo dito de estudo, mas que para mim é mais de cagarola, com a equipa a jogar muito recuada, Portugal ficou à mercê dos excelentes atiradores holandeses que não se fizeram rogados, e tiro no melro.

Ainda bem que sofremos o golo cedo, porque só assim a equipa se liberta e tem tempo para recuperar. Beneficiando também do facto da Holanda precisar de um 2º golo, Portugal reagiu em força e a certo momento sentiu-se que o golo poderia surgir para qualquer equipa, até finalmente a força Lusa impor-se naturalmente.

E pronto, lá tivemos a velha tradição dos falhanços monumentais, e nem depois de Ronaldo mostrar presença, deixou de suceder. Com mais talento na finalização e ao intervalo seria goleada das antigas.

Após o intervalo o seleccionador holandês mexeu na equipa colocando Sneijder ao centro e derivando o fantasma Robben…completamente destroçado com o miserável final de época no Bayern…e equilibrou um pouco mais a equipa, mas nunca conseguiu superiorizar-se no meio campo, e o seu jogo viveu de fogachos e bolas paradas.

Portugal jogou como quis e dentro de uma janela de sonho, sonhou bem acordado.

Destaques para toda a defesa, muito coesa até João Pereira, mas muito em especial Pepe que a par de Hummels, é o melhor central do Euro. No meio campo o homem borracha Moutinho, sempre omnipresente e Nani o melhor ala direito da Europa. Na frente Ronaldo foi Ronaldo e não se fala mais no assunto.

Já elogiei, e critiquei Pulo Bento. Num país onde a critica é muito mal aceite, fruto de demasiados anos de vivência não democrática, que teve apenas um breve hiato no período pós revolucionário, vide a atitude dos meninos que se recusaram a falar ontem, porque feridos na sua “dignidade”…quando foram para olho da rua na África do Sul, perante as mesmas criticas souberam falar…não posso deixar de elogiar Paulo Bento não tanto por ter resultado a sua estratégia, mas porque ela foi bem montada e soube agir na altura certa, não apenas reagindo como fez nos outros jogos.

O futuro…este tem a Checa e sobre ela há muito a contar que começa julgo que em 1975…para os próximos textos…

Viva Portugal.

 

Bola7 falou…


2 Responses to “Comendo uma laranja muito doce!”


  1. 25/06/2012 às 00:40

    Do meio campo para a frente, a equipa é menos forte, mas, ainda assim, há que destacar a qualidade do médio ofensivo brasileiro Bressan, um jogador muito criativo e por onde passa quase todo o jogo ofensivo do BATE e o ponta de lança Rodionov, um atacante que faz muitos golos e que chegou a jogar no Freiburgo.

  2. 08/07/2012 às 06:33

    Dário Conca, 25 anos, 1.67cm e cerca de 60kg. Um ultra-leve argentino a voar pelas alas do meio campo do Fluminense. Oriundo do River Plate, Conca chegou ao brasileirão pelas portas do Vasco da Gama, mas só agora no “Flu”, plenamente adaptado, vai justificando o porquê da sua contratação. Dotado de excelente técnica e sentido de jogo colectivo, o baixinho tricolor arrasa a oposição com arrancadas poderosíssimas que fulminam qualquer tentativa de perseguição. Fisicamente é bastante frágil necessitando por isso de melhorar o seu fraco poder de choque, uma vez que perde fulgor quando é obrigado a disputar um lance dividido. Contudo, para lá da rapidez de execução que possui, Dário Conca é um especialista em lances de bola parada. Um caso a seguir com atenção não só no campeonato brasileiro, mas essencialmente na Libertadores, onde foi peça fulcral na caminhada até á final da competição.


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