Arquivo de Fevereiro, 2011

28
Fev
11

Benfica 107!

Aos 107 anos a equipa de futebol sentiu sua a honra dos pioneiros, e quando estavam reunidas as condições para o fracasso fez jus à história fabulosa iniciada no bendito ano de 1904, por um grupo de visionários, triunfando no último suspiro de um jogo que exacerba a paixão do adepto mais sossegado.

“Finalmente” o senhor cansaço entrou em cena domingo ao final da tarde, num estádio cheio de adeptos regressados após a noticia do também regresso da equipa de futebol do Benfica, à alma encarnada.

A necessidade aguça o engenho, neste caso, a necessidade imperiosa de pontos obrigou os mesmo a disponibilizarem-se além dos limites, com o caxineiro Coentrão, homem saído de terra de gente rude e que durante muitas décadas labora além dos limites com consequências terríveis, a dar o exemplo máximo.

Alguns jogadores precisam de descansar, em especial Gaitan, Coentrão e Salvio, mas foram lançados porque não há soluções à altura. Já assim aconteceu no ano passado, e este ano repete-se apesar do mercado de Inverno.

Na 1ª parte, o Benfica ensaiou o seu jogo típico de bola corrida pelas alas, mas desta vez coxa na esquerda, e sem a vivacidade habitual. Foi uma 1ª parte morna porque o Marítimo nunca caiu na tentação de procurar mais que o empate, deixando o jogo entregue ao futebol atacante encarnado, que por cansaço e por falta de espaço não funcionava da forma habitual, nem sequer aproveitando um jogo estranho do novel Jardel.

Quanto à arbitragem, o normal, ou seja os penaltys para o Benfica têm sempre uma definição diferente da dos outros…adiante.

O pós intervalo não trouxe grandes novidades. O tempo foi passando e a agitação e nervosismo a tomar conta de todos…técnico, jogadores e adeptos.

Sentia-se também a sensação de dejavú…típica dos jogos no qual o guarda-redes adversário faz a exibição da vida, que podemos andar uma tarde inteira a chutar que a bola não entra e que o adversário na 1ª oportunidade não perdoa.

JJ perde a cabeça e resolve arriscar, mas da forma mais estranha, apelando à sua “estrelinha”, fazendo 3 substituições na minha óptica…direi, estranhas.

Tira o único jogador capaz de pensar o jogo com inteligência, e que até estava em bom plano, Pablo Aimar e lança Jara. Ainda pensei que ele pensasse em Gaitan para o comando de jogo, mas não, este manteve-se a fazer numero na ala esquerda até JJ perceber que se alguém tapasse a boca ao pobre, este caía redondo. De imediato troca Gaitan por….Kardec. O meio campo e comando de jogo fica entregue ao trinco Javi.

O jogo fica muito estranho, partido, e a defesa à mercê dos contra golpes insulares. Os jogadores tentam em lances individuais resolver o jogo, mas nada sai bem, e a infelicidade impera na finalização, ou por falta de jeito, ou por valor do guarda-redes adversário.

Mas bastou uma aberta para Coentrão em grande esforço servir um exausto Salvio cuja vontade faz a diferença. De imediato JJ reage e lança finalmente quem teria sido mais eficaz em campo no último quarto de hora, Carlos Martins. Aqui a ideia de JJ terá sido perdido por um, perdido por mil, já que o empate ou derrota seria praticamente a mesma coisa, e retira Javi ao invés de um, ontem, medíocre Saviola, na esperança que o pequeno argentino fizesse a diferença.

Martins entrou com muita concentração no jogo, e sem os histerismos habituais, ainda foi a tempo de lançar boas iniciativas para Jara, que entrou tarde mas bem, ou mesmo com passes de qualidade para a grande área. A à vontade a fortuna ajuda. No último momento do último lance Coentrão faz aquilo que se tentar repetir 99 vezes em 100 não consegue, marcar um golaço naquelas circunstâncias com o pé direito.

Acredito que no momento em que ele se decidiu assim centenas de pés dos nossos esternos jogadores chutaram a bola ao mesmo tempo direccionando a bola para o lugar certo, de encontro às redes, e mais não é preciso dizer.

PS: Momento mágico que serviu para enfiar muitos melões a certa gente que já esfregava as mãos de contentes lá para as bandas de contumil. E lá festeja o Benfica o aniversário, não precisando de apêndices descobertos em poeirentos baús de gente alheia…

 

Bola7 falou…

 

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28
Fev
11

Como fazer um campeão em 17 jornadas!

Para memória futura!

Todos sabemos que o Benfica começou muito mal a época. O jogo fraco que fez na super taça, em que o Porto foi claramente superior, começou logo por dar grande alento ao Porto para a época que se seguia.

Quim, Ramires e Di Maria deixavam o Benfica, para os substituir chegaram Roberto, Salvio e Gaitán. Jogadores jovens e grande potencial (já confirmado) mas sem grande experiência.

Principalmente por estes factores, e talvez algum excesso de confiança, o Benfica começou a época de forma tremida, sofrendo 3 derrotas nos quatro primeiros jogos da temporada. O Benfica fazia então, o pior arranque de sempre no campeonato nacional.

O Porto por seu lado, começou forte e com um tridente atacante muito forte (Hulk-Falcão-Varela). Vilas Boas também ele muito bem a manter a equipa compacta e motivada, demonstrando bom trabalho táctico, principalmente na defesa, onde vários jogadores eram/são considerados algo abaixo da média. As saídas de Bruno Alves e Raúl Meireles não se fizeram sentir na equipa.

Mas o pior ainda estava para vir. Como confirmação da superioridade portista, o Benfica foi ao Porto perder por 5-0 e ficar assim ainda mais longe da conquista do bi-campeonato.

O Benfica soube, no entanto, dar a volta por cima a este mau momento, e actualmente (finais de Fevereiro) soma 10 vitórias consecutivas no campeonato. Perfazendo um total de 48 pontos. No entanto a desvantagem para o Porto continua muito grande, de 8 pontos.

Convém então perceber como foi esta vantagem tão grande alcançada. Além da falta de competência do Benfica nas primeiras jornadas, e da competência do Porto e de Vilas Boas, haverá mais algum factor que tenha causado uma vantagem tão dilatada do Porto sobre o Benfica? Isto, deixo ao vosso critério, só irei mostrar vídeos e factos deste campeonato.

Vamos então aos vídeos:

Jornada 1

Benfica vs Académica (1-2)

Ficam 2 penaltis por assinalar a favor do Benfica com o resultado em 1-1.

Minuto 2:55 deste vídeo podem ambos os lances ser revistos:

http://www.youtube.com/watch?v=y7za_gV5OsA

Naval vs Porto (0-1)

Porto ganha por 1-0 com um penalty inexistente. Neste vídeo, pode-se confirmar que a bola toca no corpo do jogador da Naval e não no braço. O penalty aparece no minuto 82 do jogo, quando o mesmo parecia destinado ao empate.

http://futebol.videos.sapo.pt/epoca1011/playview/4

Jornada 4

Guimarães vs Benfica (2-1)

Minuto 21 – Saviola isola-se e fica sozinho frente ao Guarda-redes adversário, há fora de jogo mal assinalado

Minuto 36 – Com o resultado já em 1-1, Aimar é pontapeado na área. Penalty por assinalar para o Benfica

Minuto 49 – Jogador do Benfica derrubado à entrada da área. Fica a dúvida se a falta é dentro ou fora, mas o árbitro (?), bem posicionado, manda mais uma vez seguir.

Minuto 57 – Golo mal anulado ao Benfica por suposto fora de jogo

Vários amarelos ridículos foram ainda distribuídos por jogadores do Benfica naquela que foi das arbitragens mais vergonhosas a que o futebol português já assistiu.

Tudo isto, pode ser comprovado no seguinte vídeo. Devido à natureza gráfica de roubo evidente, avisam-se os mais sensíveis que poderão ficar chocados:

http://www.youtube.com/watch?v=QE9JIHc3XfQ

Na jornada 4, Porto vs Braga, com o resultado em 3-2 e ao cair do pano, Beluchi empurra com o cotovelo um jogador do Braga, lance passível de grande penalidade que não foi assinalado. Mais 2 pontos poderiam então, teoricamente, ser retirados ao Porto.

O lance pode ser confirmado no minuto, 2:52 do seguinte vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=jo8_RGgEhR0

Jornada 7

Guimarães vs Porto (1-1)

Com o resultado em 1-1, o Guimarães é lesado devido a um penalty não assinalado contra o Porto, o puxão de Fucile ao avançado do Vitória é bem visível:

http://www.youtube.com/watch?v=_gh2UUkgHOg

Jornada 13

Porto vs Setúbal (1-0)

Porto ganha o jogo com uma grande penalidade mal assinalada (ridiculamente mal).

http://www.youtube.com/watch?v=sthZtBPHGmc

Jornada 17

Beira Mar vs Porto (0-1)

Mais uma vez, o Porto ganha devido a um penalty fantasma.

Mergulho claríssimo de Hulk:

http://www.youtube.com/watch?v=-MoHXA13-B0&feature=related

Para sermos justos, tem de ser referido que na jornada 16, o Benfica vai ao reduto da Académica vencer por 1-0 com um golo em fora de jogo do Saviola. Isto apesar de no mesmo jogo ficar um penalty claríssimo por assinalar para o Benfica por mão na bola, como se pode confirmar ao minuto 3:50 do seguinte vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=WeWe-Io7PkA

Também há que referir, que na jornada 12, o Porto foi a Alvalade empatar com o Sporting por 1-1, e o golo do Sporting é precedido de fora de jogo não assinalado.

Nas jornadas 3 e 5, em Nacional e Rio Ave, respectivamente, ficam também 2 penaltis (um em cada jogo) por assinalar contra o Porto, mas sem influência directa no resultado.

Fazendo um exercício meramente teórico, o Porto deveria ter menos 5 pontos (-2 do jogo com a Naval, -1 do jogo com o Guimarães, -2 do jogo com o Setúbal, -2 do jogo com o Beira-Mar e +2 do jogo com o Sporting).

O Benfica, por seu lado, teria mais 2 pontos (+1 do jogo com a Académica na Luz, +3 do jogo com o Guimarães e -2 do jogo com a Académica em Coimbra). Por razões de imparcialidade, o penalty não assinalado a favor do Benfica em Coimbra fica de fora destas contas.

Posto isto, convém terminar dizendo que na minha opinião, o Porto está realmente forte este ano, mas é completamente injusto o campeonato já estar mais que decidido quando ainda faltam 10 jornadas para terminar. Com arbitragens decentes, o Porto provavelmente ainda estaria em primeiro, mas nunca com uma vantagem tão confortável.

É bom que isto não seja esquecido, visto que os campeonatos ganhos pelo Benfica são sempre injustamente catalogados de “túneis” ou “colinhos” e etc.

Royal Flash in serbenfiquista.com

28
Fev
11

É Caxinas, é Caxinas!

25
Fev
11

“Nem sei em quantas vitórias já vamos!”

As palavras de JJ dizem tudo sobre um verdadeiro Benfica renascido qual Fénix, das cinzas do suicido da pré e principio da época.

O verdadeiro Benfica sempre foi assim…vencendo com a naturalidade com que se bebe um copo de água límpida. Vencer tantas vezes que os atletas, treinadores e adeptos nem sabem quantas vezes tal acontece.

O Benfica livre da soberba com que abordou os alemães na 1ª parte na Luz, destacou-se pela sua organização de jogo. Com os jogadores compenetrados nas suas funções, baixando e subindo o bloco conforme as necessidades, dentro do seu sistema habitual para os jogos mais complicados, com o recuo de Aimar para uma zona mais recuada na ajuda à recuperação de bola, e com a novidade Jara a fazer de uma espécie de trinco entre o meio campo e Cardozo, recuperando imensas bolas e levando rapidamente a dita para o ataque, mercê da sua garra, velocidade e repentismo, a imagem de marca das imagens youtube que entusiasmaram os adeptos.

Nota-se que a equipa respira confiança e solidariedade de grupo, visível em alguns lances, cuja vitória num qualquer duelo individual era saudada como se de um golo se tratasse. Luisão é o exemplo máximo, não fosse ele um capitão à altura, finalmente, dos grandes capitães do passado.

Mas uma equipa tem de ser um misto de confiança, garra, vontade, e também humildade. Novamente volto ao problema deste Benfica de alguns momentos…a falta da humildade em diversas situações levaram a equipa próxima do colapso. Infelizmente de quando em vez esse defeito vem á tona e depois há que correr atrás do prejuízo. Um Benfica com o espírito correcto, exibido ontem tinha ganho a eliminatória na Luz, não se sujeitando ás contingências do acaso.

Ontem antes de assentar o seu jogo os valores individuais fizeram a diferença. Roberto, Luisão, Aimar, Gaitan, Salvio e Jara estiveram em destaque na altura certa. O guarda-redes espanhol na baliza revelou-se imbatível, faltando-lhe uma melhor coordenação nas saídas, o seu ponto fraco. Soube dizer presente na altura certa auxiliado pelo brilhante Luisão, segurando o jogo enquanto não estava controlado.

Aimar fez um esforço notável, contra natura para quem conhece o percurso do jogador internacional argentino, posicionando-se no apoio a um irregular Airton, que na 1ª parte cometeu alguns erros que podiam ter consequências dramáticas, melhorando muito na 2ª parte.

Os dois alas, Gaitan e Salvio estiveram brilhantes no vai e vem, atacando e defendendo com galhardia. Curioso como dois jogadores que nunca souberam na vida o que era ser extremo, têm evoluído tanto, tal qual Aimar, num esforço contra natura, conseguindo equilibrar a equipa a níveis que nunca julguei possível.

Á frente destes esteve a arma secreta JARA. Bela surpresa a sua titularidade, por mal-estar do Saviola. Foi o Joker que os alemães não contavam, e que fez a diferença.

O resto foi, o derrubar do mito alemão com dois tiros à…alemão, coisas que no passado só se via nos resumos do dito campeonato alemão, na saudosa página do futebol internacional do Domingo desportivo na RTP.

Ah…alguém reparou no cansaço da equipa? Pois, nada como ganhar para ninguém dar pelo dito. Domingo há mais.

Bola7 falou…

24
Fev
11

VENCER!

24
Fev
11

Velharias gloriosas!

24
Fev
11

“estórias” de outros “valores”!

1969
O que Eusébio perdeu no Benfica
Em Lourenço Marques, esteve o Benfica. Com Eusébio. Naturalmente. Descansou a mãe. «Não, não desaprendi de jogar futebol». Andava preocupda, D. Elisa, que muito ouvira falar nas irregulares exibições do filho, de quem se dizia, também, no sussurro dos bastidores, que mantinha vida desregrada e assim se dessorava. E, na terra onde nascera, desvendou todos os segredos sobre a novela do seu novo contrato. «Não é verdade que tenha pedido mundos e fundos ao Benfica. Antes pelo contrário. O que o Benfica acha exagerado é metade daquilo que não me deixou ganhar. E com Yauca, Serafim e Jaime Graça, o Benfica gastou mais dinheiro do que eu pedi agora. Pedi quatro mil contos por três anos e uma percentagem nos jogos particulares que o Benfica dis*****se no estrangeiro. E ordenado mensal e prémios iguais a de todos os outros jogadores. O Benfica ofereceu-me 3500 contos, mas já com ordenados incluidos. E quanto à percentagem nos jogos internacionais, zero.»

Entretanto, ficou a saber-se que a primeira proposta de Eusébio apontava para um valor global de contrato de 7500 contos. Por sua iniciativa, a baixou. Por uma questão pura de benfiquismo. E mesmo assim não sentiu que pedisse a lua. «Não quero fazer comparações com o Pelé. Pelé é Pelé, o melhor jogador do Mundo. Nunca fui como ele, nem nunca lhe chegarei aos calcanhares. O Santos nunca o deixou sair, mas sempre soube recompensá-lo, pagando-lhe aquilo que ele teria ganho fora do Brasil: milhares e milhares de contos. Por exemplo, em 1964, a Juventus ofereceu-me 16 mil contos. E mais sete mil contos me adiantariam para comprar a carta de desvinculação ao Benfica. Disseram não e eu aceitei… No Benfica, em nove anos, não ganhei mais do que 3000 contos.

Por isso, nem sequer se pode dizer que esteja rico. E, para poder comprar uma vivenda e um prédio em Lourenço Marques e alguns andares no Barreiro, em sociedade com o José Augusto, tive de pedir algum dinheiro adiantado ao Benfica. Mas houve logo más línguas que se puseram a dizer que eu era um esbanjador, que já tinha gasto tudo, enfim, enfim… Quero continuar no Benfica, mas não posso prejudicar-me mais. Por isso, não baixo um tostão aos 4000 contos que pedi. E podem-me dar em dinheiro ou em prédios». Foi o que o Benfica fez. E não deixou de ser um grande negócio. 4000 contos por Eusébio em 1969 era, de facto, um negócio da China.

Por curiosidade em Outubro de 1969, Eusébio mais o Simões  foram  naturalmente escolhidos para uma selecção europeia, tendo o Eusébio começado no banco, tipo arma secreta.

Eis como iniciou o jogo essa selecção:

Simoes (Portugal)—-Charlton (England)—-Albert (Hungary)—-Johnstone (Scotland)———-

——————Rivera (Italy)——————–Beckenbauer (Germany)——————————-

—Schnellinger (Germany)—-Schulz (Germany)—Shesterniev (USSR)—-Cohen (England)——-

————————————-Banks (England)————————————————————

Bola7 falou…




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